Forragem pode ser a chave para futuro do rebanho
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Imagem: Marcel Oliveira

PECUÁRIA

Forragem pode ser a chave para futuro do rebanho

“Em geral, os sistemas de pecuária apresentam uma carga animal muito maior do que a que pode ser sustentada com a grama"
Por: -Leonardo Gottems
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Uma das principais limitações que os sistemas de pecuária apresentam é a alimentação, pois o campo natural é a principal fonte de forragem e costuma ser escasso. Por isso, pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) recomendam ajustar a disponibilidade de forragem às necessidades nutricionais do rebanho, prática que terá benefícios para o animal e para o campo natural. 

“Em geral, os sistemas de pecuária apresentam uma carga animal muito maior do que a que pode ser sustentada com a grama produzida no campo natural”, disse Lucrecia Lezana, especialista do departamento de Produção do INTA Paraná. “Por isso, recomendamos fazer uma avaliação abrangente para ajustar a disponibilidade de forragem, pois isso trará benefícios para o animal e para o campo natural”, completa. 

A alocação de forragem (AF) é a quantidade de forragem disponível por unidade de peso vivo do animal e é um indicador mais completo do que a carga, pois integra a oferta de forragem e a demanda animal. “Se a AF for muito baixa (menos de 2 quilos de matéria seca por quilo de peso vivo) na maior parte do ano, a vaca reprodutora não atende às suas necessidades e seu estado nutricional é prejudicado”, disse Lezana.  

O especialista explicou que os indicadores reprodutivos (como taxa de prenhez, taxa de desmame, peso ao desmame e idade de primeira cria), resultados produtivos (produção de carne) e a renda econômica do sistema serão baixos se a alocação não for ideal. 

“A alta pressão do pastejo sobre o campo natural afeta a condição da pastagem, aumenta a proporção de solo descoberto, ocorrem processos de erosão do solo, espécies de bom valor são perdidas”, conclui. 

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