Fórum de suinocultura aprofunda discussões sobre Bem Estar Animal

Agronegócio

Fórum de suinocultura aprofunda discussões sobre Bem Estar Animal

Fórum Integrall de Suinocultura reuniu cerca de 300 representantes de diversos setores da suinocultura
Por: -Joana
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O 1º FIS - Fórum Integrall de Suinocultura, realizado nos dias 14 e 15 de abril em Curitiba,PR, marcou uma nova fase nos debates sobre o Bem Estar animal na produção de suínos. Além de apresentar e discutir as experiências e tendências mundiais o encontro reuniu um time de profissionais dos mais diversos segmentos da cadeia produtiva para juntos traçarem os rumos que serão adotados em um futuro próximo.


Os debates evidenciaram um dos principais desafios para produtores e agroindústria que é adequar a produção e suínos às novas regras do mercado e criar novo um modelo sustentável para a suinocultura brasileira, adequado à realidade. O encontro reuniu cerca de 300 profissionais de agroindústrias, cooperativas, entidades, universidades e representantes de empresas dos setores de equipamentos, nutrição, consultoria, diagnóstico e sanidade.

Para o Coordenador do FIS, o médico Veterinário Iuri Pinheiro Machado o encontro marca o início de uma nova consciência sobre o tema “Este evento superou as expectativas. Foram 300 participantes, o interesse do público também surpreendeu, participaram de todas as palestras e ficaram até o final. Conseguimos atingir o objetivo de provocar uma discussão. Havia muita controvérsia ainda sobre o tema e muitas dúvidas quanto ao prazo de aplicação. Conseguimos colocar o assunto em pauta e, agora, todas as empresas, órgãos de pesquisas e o governo devem olhar de forma diferente para o assunto. Como conclusão da mesas redondas e debates percebemos que o Brasil tem um sistema avançado, o produtor já pratica muitos conceitos de bem-estar animal no manejo. Mas, ficou a discussão da viabilidade econômica, que é sempre importante e precisamos avaliar a relação anseio do consumidor e bem-estar animal” finalizou Iuri.

Jurandi Soares Machado, Diretor de Mercado Interno da ABIPECS destacou a necessidade de dar continuidade à discussão “Foi um momento oportuno para o Brasil ver o que os outros países estão fazendo. Vimos inclusive que os países que tem subsídios também tem dificuldades em mudar o processo. Observamos que as discussões estão avançando, estamos começando a ter noção da co responsabilidade a medida que temos consciência sobre o assunto. Começar a pensar é importante. No momento o mercado está focado no tema dos resíduos e esse assunto tem muito o que amadurecer” afirmou.

Para o Médico Veterinário e Consultor, o Dr. Glauber Machado ““O evento foi enriquecido pela visão multidisciplinar, posturas bastante diferentes e perspectivas diferentes de um tema que antes estava negligenciado. O produtor precisa saber como vai de posicionar agora, que quer se adequar. Conseguimos reunir produtores, empresas, agroindústrias, pesquisadores, consultores, tomadores de decisão, pessoas que vão influenciar os rumos da suinocultura. Temos que pensar que todas as decisões de bem-estar animal têm que seguir na direção de formar uma opinião para a implantação de normativas. Essas regras não devem vir de fora para dentro, nem de cima para baixo” alertou Machado.


Opinião dos participantes
Para Breno Teixeira, Assessor de Comunicação e Marketing da DB-DanBred "Foi um evento de alto nível, compacto, que atende a necessidade do público, focado e com qualidade. Excelência em palestras, a Integrall tem esse princípio e conteúdo. Me surpreendeu pela qualidade e quantidade de público e isso revela a preocupação com um futuro próximo e a necessidade de se envolver. Como patrocinadores somos parceiros ha muito tempo e o fator primordial para apoiar o evento foi a credibilidade e a confiança que temos na Integrall Consultoria. A DB Danbred há mais de 10 anos investe em pesquisas internacionais em BEA e trouxe para Brasil esses princípios. Saímos na frente e fomos pioneiros na adaptação do Bem Estar Animal".

“O evento foi muito bom, o nível das palestras e a experiência prática em outras regiões nos levam a refletir sobre o que vamos fazer o Brasil. A Integrall está de parabéns por trazer esse assunto a tona e pela aplicabilidade prática dos conceitos apresentados. O BEA é um dos conceitos que precisa ser discutido pelo setor, principalmente porque Estados Unidos, Europa e Ásia têm legislação sobre o tema. Precisamos desenvolver a nossa metodologia para implementar o BEA na suinocultura através das ferramentas, tal como equipamentos, vacinas, antibióticos, manejos e outros relacionadas ao BEA. Temos no Brasil instituições, consultores, profissionais, produtos, empresas e produtores capacitados para implantação no setor. A Pfizer está apoiando o evento porque o tema está em linha com nossas estratégias, ferramentas e portfólio de produtos, tal como Vivax, Draxxin, e Respisure One, que estão totalmente alinhados com o bem-estar. A Vivax, a vacina para imunocastração é um produto globalizado e substitui na sua totalidade a castração cirúrgica. O Draxxin é um produto de dose única e extra-longa ação (15 dias), reforçando o uso prudente de antibióticos e Respisure One, a única vacina para prevenção de micoplasma com registro para vacinação precoce, protegendo o animal antes dos desafios com esse agente. É importante que este evento tenha continuidade e que consigamos introduzir o BEA no futuro da suinocultura brasileira” destacou Evandro Poleze, gerente de marketing suínos da Pfizer.

Para Leonardo Burcius - Gerente Nacional de Produtos para Suinocultura da Intervet Schering Plough destacou que "O FIS - Fórum Integrall de Suinocultura foi um evento pioneiro, atento às novidades e em breve necessidade que é nortear o Bem Estar Animal na suinocultura brasileira. O encontro envolveu toda a cadeia produtiva e de processamento, como as cooperativas, agroindústrias, produtores e profissionais que querem mais informações. E o que encontramos no FIS foram palestrantes experientes, especialistas com prática no assunto e um público atento aos debates. Como patrocinadora do FIS, a Intervet Schering Plough quer estar ao lado dos clientes e parceiros nesta discussão sobre um futuro próximo, estamos juntos acompanhando a evolução do tema no Brasil" destacou.

“Este evento é um marco para o setor. Ele pauta assuntos técnicos e traz um tema nunca discutido de forma prioritária. Até então, o bem-estar animal era debatido como anexo de outros assuntos. A importância está em abrir a discussão em ambiência e bem-estar animal como tema prioritário e não como parte de outra questão. A Nutron está apoiando este evento porque a empresa também vem trabalhando ambiência , que interfere de forma direta para o suinocultor e para nós. Temos uma pessoa na Nutron que trabalha há um ano exclusivamente este tema com nossos clientes. Isso porque este tema é um diferencial importante” destacou Marcos Aurélio Nicoluzzi, gerente nacional de negócios para suínos da Nutron.


Cherlla Romeiro – Gerente de Contas Especiais da Boehringer Ingelheim destacou que "A Boehringer apoiou o evento por ser uma proposta da parceira Integrall e pela forte identificação do portfólio e dos ideais da nossa empresa com o Bem Estar Animal. O público foi surpreendente, demonstrando a credibilidade da Integrall Consultoria e por despertar o interesse de diversos segmentos do setor. Esta é uma revisão que precisa ser feita nos modelos de BEA nos outros países, e provocou uma reflexão sobre o assunto. Nossa suinocultura é exportadora e tem que estar alinhada com os princípios de bem estar ambiental, social e animal" afirmou Cherlla.

Para Marcelo Augusto Blumer – Gerente Técnico Comercial Sanphar a decisão de apoiar o evento foi a pertinência do assunto “Apoiamos a realização do FIS – Fórum Integrall de Suinocultura porque acreditamos que precisamos falar sobre Bem Estar Animal. Aqui foi interessante observar o que setor está sinalizando, como está atento ao fator competitivo que envolve o tema. Vimos que na Europa onde estão importantes consumidores também há produtores na mesma situação, com as mesmas dificuldades. O evento surpreendeu pelo público seleto, pela presença de profissionais de decisão e agora temos a certeza de que a Sanphar não está sozinha nesta jornada e que estamos no caminho certo”.

Wienfried Leh da Weda afirmou que “O evento foi 10. Uma oportunidade única de falar sobre bem-estar animal, tema carente de discussão no Brasil. Estamos debatendo os pontos positivos e negativos. Vários produtores, pesquisadores discutindo sobre a nossa condição de transformar tudo isso em realidade. O tema é relativamente novo e ainda deixa algumas dúvidas, precisamos entender, por exemplo, que trabalhar com gaiola não é errado do ponto de vista do BEA. Uma granja que trabalha com gaiola pode ser uma granja de referência em bem-estar, é possível se adequar. É importante entender que bem-estar não é passar o trator por cima de tudo e fazer algo totalmente novo. A Europa também não está com a agenda positiva na questão do bem-estar animal como imaginamos. Lá, 20% estão preparados, mas eles também não terão tempo para se adequar totalmente até 2013. No Brasil, a pergunta que se faz é se o investimento para se adequar ao BEA terá retorno financeiro, eu acho que não. O custo será maior, mas o produtor não terá remuneração melhor por isso. Precisamos investir em melhorias, mas a qualidade não será paga. Este é o desafio. De repente, uma alternativa seria criar um selo de BEA e ele representar um valor a mais no preço da carne, mas precisaria de um acordo com o frigorífico. Sobre o evento, a Integrall está de parabéns por levantar este tema. E que ela possa levantar as questões que ficarão aqui para uma próxima edição. A Weda apoiou este evento porque cerca de 70% do BEA tem ligação com equipamentos, ambiência e instalação. O impacto mais direto do BEA está nos equipamentos. Foi uma questão estratégica, a Weda já tem trabalhos com BEA desde 1970, como as baias coletivas, por exemplo. Temos todo esse pacote de BEA, em termos de equipamentos, em nosso portfólio, o que significa que este evento está moldado para mim, pois a Weda é também uma empresa de bem-estar animal” finaliza.

Custo e viabilidade do BEA
Durante dois dias especialistas, pesquisadores, produtores, técnicos do setor, empresários e representantes do poder público debateram ações que incluem custos, impacto e novos paradigmas de adequação a um modelo brasileiro BEA, de acordo com a geografia, clima e condições de produção. Para isso foram apresentadas experiências bem sucedidas na Europa, Estados Unidos, Canadá e Brasil. Mais que debater o fórum provocou uma discussão que estava sendo adiada há tempos, mas que exige conscientização e preparação do setor para romper paradigmas e estabelecer um modelo viável.


O FIS – Fórum Integrall de Suinocultura debateu ainda questões como os rumos a serem adotados nos diferentes segmentos da suinocultura brasileira em relação ao bem estar animal, experiências internacionais e reais perspectivas na suinocultura brasileira na visão de representantes dos principais atores da cadeia de produção. As palestras e mesa redondas apresentaram e debateram as últimas novidades e novas tecnologias em instalações, manejo práticas de BEA em suinocultura, abordando ainda as características, custos e impacto na produtividade comparando com os sistemas convencionais de produção. No aspecto sanitário os especialistas abordaram aspectos ligados à Sanidade e Fisiologia relacionadas ao BEA e aos padrões sanitários nos novos sistemas de produção. Durante o evento foram apresentados ainda aspectos do Bem Estar Animal do transporte ao abate e a qualidade do produto final até o abate.

O debate conclusivo abordou as diretrizes do BEA nos diferentes sistemas de produção de suínos no Brasil e para os diferentes mercados como um norteador das ações a serem adotadas diante da realidade brasileira. Mais que reunir o setor em torno do tema o FIS marca o início de um processo de conscientização da realidade brasileira e do posicionamento a ser adotado a curto, médio e longo prazos.

As informações são de assessoria de imprensa

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