Frango, ovo, milho e inflação
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Agronegócio

Frango, ovo, milho e inflação

Recuo teve decisiva colaboração do frango vivo
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De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) recuou quase meio por cento de abril para maio. Mas, como demonstram o gráfico e a tabela abaixo, esse recuo teve decisiva colaboração do frango vivo, do ovo e inclusive do milho, cujos preços no mês recuaram, respectivamente, 8,02%, 14,88% e 9,56%.

Em outras palavras, os dois produtos da avicultura e também sua principal matéria-prima tiveram desempenho visivelmente aquém da inflação, fato que vem se repetindo mês após mês nos quase 20 anos de vigência do Plano Real, a serem completados em julho vindouro.

Assim, nesse espaço de tempo, enquanto a inflação apontada pelo IGP-DI (que retrocedeu em maio) acumula variação de 445%, a do frango vivo ficou em 263% (182 pontos percentuais a menos), a do milho em 285% (160 pontos percentuais a menos) e a do ovo – que continua com o pior desempenho – ficou em cerca de 215% (quase 231 pontos percentuais a menos).

Se tivesse acompanhado a inflação, o frango vivo teria sido comercializado em maio passado por R$3,27/kg; ficou a 66,59% desse valor. O ovo ficou a 57,68% do valor deflacionado: deveria ser comercializado por R$105,15/caixa. O preço do milho, por fim, deveria ser de R$41,80/kg, mas ficou a 70,65% desse valor.

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