Frango e boi garantem aumento da receita cambial das carnes

Agronegócio

Frango e boi garantem aumento da receita cambial das carnes

Entre janeiro e maio de 2013 o volume de carnes exportadas pelo Brasil recuou perto de meio por cento
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Entre janeiro e maio de 2013 o volume de carnes exportadas pelo Brasil recuou perto de meio por cento, ficando aquém dos 2,5 milhões de toneladas, total acumulado no mesmo período de 2012. 

Porém, graças a um incremento de 8,3% no preço médio dos itens negociados, a receita cambial aumentou quase 8%, subindo de US$6,357 bilhões para cerca de US$6,859 bilhões, valor que – ressalte-se – coloca as carnes como o terceiro principal produto exportado pelo Brasil, atrás apenas do complexo soja (1º lugar) e dos minérios de ferro.

No entanto, apenas dois dos quatro itens exportados pelo setor contribuíram para esse aumento de receita: as carnes de frango e bovina. A primeira enfrentou (pelos dados coletados pelo MAPA junto à SECEX/MDIC) recuo de volume da ordem de 6%. Mas conquistou significativa valorização de preços (+13,5% no ano) e, com isso, garantiu aumento de 6,8% na receita cambial.


A carne bovina não teve a mesma sorte em relação aos preços: na média, eles recuaram mais de 6% em relação aos cinco primeiros meses de 2012. 

Em contrapartida, obteve-se substancial aumento do volume embarcado (quase um quarto a mais que no ano passado) e, com isso, a receita cambial proporcionada pelo produto aumentou 16%.

Com esses resultados, as carnes de frango e bovina neutralizaram os recuos de 6% e 8,2% enfrentados na receita cambial pelas carnes de peru e suína. Esta apresentou ligeira melhora no preço médio (+3,4%), mas perdeu no volume (-11,2%). Já a carne de peru sofreu redução nos dois quesitos: de 5,7% no volume e de 0,3% no preço médio.


Nunca é demais ressalvar que os dados relativos à carne de frango são apenas parciais, pois neles não está inclusa a carne salgada. Isso considerado, a participação efetiva do frango na receita cambial das carnes – pelos números do quadro, da ordem de 47% - sobe para mais de 50%.
 

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