Frango inspecionado: distribuição por UF no 1º semestre de 2016

Agronegócio

Frango inspecionado: distribuição por UF no 1º semestre de 2016

O abate inspecionado de frangos no primeiro semestre de 2016 indicando tanto o número de cabeças abatidas, como o volume de carne delas decorrente.
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Elaborada a partir das informações disponíveis no banco de dados do IBGE, a tabela abaixo apresenta o abate inspecionado de frangos no primeiro semestre de 2016 em 26 Unidades Federativas brasileiras (UFs), indicando tanto o número de cabeças abatidas, como o volume de carne delas decorrente. Além disso, mostra a variação percentual em relação ao semestre imediatamente anterior (o segundo de 2015) e ao mesmo semestre do ano passado (o primeiro de 2015).

Em geral, os abates do semestre inicial de cada exercício são menores que os do segundo semestre do ano anterior. Por questões de mercado (férias no 1º semestre; consumo das Festas no 2º semestre), mas também porque o primeiro semestre tem menos dias.

Em 2016 não foi diferente, visto que o semestre foi encerrado com um abate 1,17% menor que o do segundo semestre de 2015. Mesmo assim houve exceções – em cinco estados (São Paulo, Minas, Bahia, Espírito Santo e Alagoas).

Já em comparação ao mesmo semestre de 2015, também cinco estados (Pernambuco, Rio de Janeiro, Piauí, Sergipe e Maranhão) abateram menor número de cabeças. Mas como têm pequena representatividade na produção nacional, não evitaram que os abates do período (extremamente conturbado devido aos altos custos de produção e a uma sensível queda de consumo) aumentassem quase 7%.

No tocante à carne produzida, um maior número de UFs apresentou evolução positiva em relação ao segundo semestre de 2015. Por exemplo, o Paraná, cujo número de cabeças abatidas recuou 0,25%, mas cujo volume de carne aumentou 2,08% - isto denotando aumento de peso por cabeça abatida.

Assim, enquanto apenas cinco UFs registraram aumento no número de cabeças, oito UFs aumentaram a produção de carne. Ou seja: além do Paraná e dos cinco estados já mencionados, também Mato Grosso e Ceará. Daí a redução inferior a meio por cento registrada no semestre.

Já na comparação com o mesmo semestre de 2015 apenas seis UFs (menos de um quarto do total) fecharam o período com menor volume de carne: Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Ceará, Piauí e Sergipe. Como a redução de volume nesses estados foi apenas marginal, o semestre foi fechado com aumento de 4,29% em relação ao mesmo semestre de 2015.

A diferença de 2,51 pontos percentuais entre o índice de aumento no número de cabeças abatidas (+6,80%) e o índice de aumento de carne produzida (+4,29%) significa que, no geral, houve decréscimo no peso médio das cabeças processadas. Mas esse é assunto para uma próxima análise.

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