Frango interno e exportado continuam com preços perigosamente próximos

Agronegócio

Frango interno e exportado continuam com preços perigosamente próximos

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Tendo como base os preços médios alcançados em dezembro de 2010, nos quatro primeiros meses de 2011 a carne de frango exportada pelo Brasil experimentou valorização em torno de 1,5% ao mês, enquanto o mesmo produto comercializado internamente registrou, opostamente, desvalorização também próxima de 1,5%.


Mas o que teria acontecido se, por exemplo, o frango comercializado internamente conseguisse manter o mesmo índice de valorização observado no trimestre final do ano passado, de mais de 4% ao mês? Pela primeira vez em mais de três décadas, o produto exportado teria um valor inferior ao do mercado interno – o que, convenhamos, é uma aberração.

Isso, claro, não aconteceu. Mas foi apenas porque, internamente, o mercado seguiu o fluxo natural do período de safra da carne bovina. De toda forma – e como já observou o AviSite em janeiro deste ano – preços internos e externos da carne de frango permanecem perigosamente próximos.


Essa é uma situação absolutamente diferente da tradicional. Por exemplo, entre 2005 e 2006, período em que o setor passou pela crise (internacional) da Influenza Aviária, o frango exportado foi negociado por valor médio cerca de 60% superior ao registrado internamente.

Em 2008, ano da eclosão da crise econômica mundial, a diferença caiu para 40%, índice que recuou à metade no ano seguinte, com ligeira recuperação em 2010, mas ainda com diferença abissal em relação a 2005/2006.

O pior, no entanto, vem sendo observado nos últimos oito meses, ou seja, a partir do início da entressafra da carne de 2010. Porque, desde então, a diferença entre os preços externos e os internos caiu para menos de 10%. E se nos primeiros quatro meses de 2011 esse índice subiu foi porque houve desvalorização interna.


Naturalmente, essa ocorrência coloca toda a avicultura de corte em verdadeira corda bamba. Pois desestimula a permanência em um mercado (o externo) responsável pela absorção de pelo menos 30% da produção brasileira de carne de frango. E o que já é instável corre o risco de ficar ainda pior.

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