Frango vivo: curva estacional de preço sofre segunda reversão do ano

Agronegócio

Frango vivo: curva estacional de preço sofre segunda reversão do ano

Os preços alcançados pelo frango vivo acompanharam, sem grandes variações, a curva estacional
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Em sete dos nove primeiros meses de 2016 os preços alcançados pelo frango vivo acompanharam, sem grandes variações, a curva estacional (ou sazonal - aquela que mostra a evolução média de preços do produto em um largo espaço de tempo; no gráfico abaixo, a curva estacional reflete a média dos últimos 21 anos - de 1995 a 2015). Portanto, neste ano (e até aqui), foram registradas apenas duas exceções.

A primeira delas ocorreu em fevereiro. Então, em vez de valorizarem-se em relação ao mês anterior como sugere a curva histórica, os preços do frango vivo apresentaram reversão, ficando quase 4% abaixo da média alcançada no mês de janeiro.

A segunda reversão é mais recente, foi registrada em setembro passado. Pela curva sazonal, o preço médio do mês deveria ser cerca de 3% superior ao do mês anterior. Mas o mercado fraco durante todo o período gerou uma estabilidade de preços que significou recuo de quase 2% em relação a agosto.

É verdade que, nos meses de junho, julho e agosto, a valorização obtida pelo frango vivo superou os índices apontados pela curva sazonal. Assim, por exemplo, pela curva sazonal, agosto seria fechado com um ganho de 21% sobre maio, mas o resultado efetivo representou incremento de 26%, cinco pontos percentuais a mais.

Tal ganho, entretanto, não só se justifica plenamente como também pode ser considerado insuficiente se levada em conta a elevação dos custos no decorrer do presente exercício. E esse ganho foi quase totalmente perdido em setembro, a despeito dos custos (embora em ligeiro decréscimo) permanecerem substancialmente mais elevados do que há um ano.

No início de 2016, após a forte reversão ocorrida em fevereiro, o mercado se recompôs e, com isso, o preço médio do primeiro trimestre ficou ligeiramente acima do que seria alcançado pela curva sazonal. Nada impede que isso se repita no trimestre final do ano. Mas pela “amostra” deixada no mês de setembro, parece difícil atingir níveis que ajudem a repor as perdas acumuladas no decorrer de 2016. 

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