Frango vivo: perdas sinalizam oferta excessiva para consumo recessivo


Agronegócio

Frango vivo: perdas sinalizam oferta excessiva para consumo recessivo

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Recuos na remuneração oferecida para o frango vivo são ocorrências quase banais a cada novo início de ano novo. Mas o que vem ocorrendo em 2012 é, não há dúvida, caso à parte. Porque, em especial, as quedas começaram bem antes da virada do exercício.


Para melhor compreender o que se quer demonstrar, veja-se o gráfico abaixo, no qual é mostrada a evolução do preço do frango vivo entre a segunda quinzena de dezembro de 2010 e a primeira quinzena de janeiro de 2011. Então, o frango vivo atingiu seu valor máximo no ano (R$2,10/kg) na segunda semana de dezembro, mas o manteve até os primeiros dias de 2011, a partir de onde ocorreu um recuo de 9,5% no curto espaço de 10 dias.

Analise-se agora o que ocorreu na virada de 2011 para 2012: o maior preço do ano (R$2,20/kg) foi alcançado, aproximadamente, no mesmo instante observado um ano antes. Mas enquanto naquela ocasião o máximo registrado permaneceu inalterado por quase 30 dias, desta vez não se manteve nem pela metade do tempo anterior. O pior é que, além de ter desencadeado um refluxo de preços anterior ao próprio Natal (o que é raro no setor), o processo não dá sinais de esgotamento: na antevéspera do Natal (23) o produto já registrava valor inferior ao de um ano antes; e até ontem computava (em apenas duas semanas de negócios) redução próxima de 20% em relação ao valor recorde alcançado 30 dias atrás.


Naturalmente, algumas dessas perdas (as mais recentes) podem ser imputadas à paralisação dos negócios no início do ano. Mas o fato de terem se iniciado bem antes do que seria natural sugere a existência de um sério fator agravante (pelo menos para o presente momento de mercado): o excesso de oferta.

Isso, entretanto, só será confirmado ou desmentido dentro de alguns meses, quando vierem a público os dados sobre a produção de pintos de corte de novembro – a responsável pelos frangos produzidos no período analisado. Espera-se que até lá o setor tenha superado e deixado para trás, se possível definitivamente, as dificuldades atuais.





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