Frango vivo e abatido: evolução relativa de preços no ano

Agronegócio

Frango vivo e abatido: evolução relativa de preços no ano

O frango abatido registra evolução relativa de preços inferior à do frango vivo
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Pela segunda vez neste semestre, o frango abatido (base: preço do resfriado inteiro, no Grande Atacado de São Paulo) registra evolução relativa de preços inferior à do frango vivo (base: preço pago ao produtor no interior paulista).

Ocorrência anterior do gênero foi observada logo nos primeiros dias do semestre. Então, estável desde meados de junho, o frango vivo alcançava preço equivalente a 98% do valor registrado na abertura do ano, enquanto a equivalência do frango abatido ficava em 95% - inferior, portanto, à da ave viva.

Isso, porém, durou menos de uma semana. Pois enquanto a cotação do frango vivo permanecia imutável, a do abatido acompanhava o período econômico do mês favorável às vendas (pagamento dos salários) e, ao mesmo tempo em que atingia os maiores valores de 2016, deixava para trás um recorde que permanecia imbatível desde o mês de fevereiro. Então, o frango abatido atingiu valor cerca de 7,5% superior ao do princípio de 2016.

No entanto, também essa retomada teve curta duração. Pois a partir do 13º dia do mês iniciou-se novo retrocesso, só revertido no final do mês. Mesmo assim, a última cotação de julho continuou superior (+2,39%) ao valor inicial de 2016. Mas o frango vivo continuou nos mesmos 98% vindos de junho, ou seja, fechou os sete primeiros meses de 2016 sem ter alcançado uma única vez o valor registrado no início do presente exercício.

O rompimento dessa barreira ocorreu – enfim – no início de agosto. E em 10 dias o frango vivo experimentou valorização de 10%, estabilizando-se a seguir. Mas persistiu a vantagem do frango abatido que, no mesmo espaço de tempo, registrou valorização de quase 15,5%.

Uma vez, porém, que a partir do 15º dia iniciou-se novo e contínuo processo de depleção de preços do frango abatido (queda de 10% no espaço de 10 dias), ontem sua cotação se encontrava não mais que 6% acima da registrada no início do exercício, enquanto a do frango vivo superava ligeiramente esse índice, ficando pouco acima de 8%.

Registre-se, de toda forma, que nos primeiros 237 dias do ano – de 1º de janeiro até ontem, 24 de agosto de 2016 – os dois produtos permanecem com um valor médio inferior ao do início do corrente exercício. O frango abatido, com média de R$3,63/kg até aqui, permanece a 96% dos R$3,76/kg do início de 2016. E o vivo, com média de R$2,78/kg, está a menos de 93% do primeiro preço de 2016, R$3,00/kg.


 

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