Frango vivo tem evolução de preço muito inferior à do abatido

Agronegócio

Frango vivo tem evolução de preço muito inferior à do abatido

O frango vivo vai encerrando o terceiro trimestre do ano sinalizando perspectivas opostas às do frango abatido
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O frango vivo vai encerrando o terceiro trimestre do ano sinalizando perspectivas opostas às do frango abatido, como demonstram as respectivas linhas de tendência contidas na tabela abaixo.

A despeito de valorizar-se na primeira metade do mês e, na sequência, perder a maior parte do que ganhou, o frango abatido completa o corrente trimestre com incremento de preço contínuo. 

Iniciou o período com um ganho de quase 3,5% em relação a junho, ampliou esse índice para perto de 9% em agosto e vai fechando setembro com um preço mais de 7% superior ao do mês anterior. Assim, acumula no trimestre incremento próximo de 21%.

Com o frango vivo os ganhos vêm sendo bem mais modestos, visto que setembro corrente está sendo fechado com retrocesso em relação a agosto. Ou seja: ainda que no bimestre julho/agosto tenha acumulado valorização similar à do frango abatido (em torno de 12,5% em relação a junho), com o recuo deste mês registra variação de pouco mais de 10% - quer dizer: a metade do ganho obtido pelo abatido.

Porém, essas diferenças podem se tornar ainda maiores se considerados os preços vigentes ao final de cada trimestre, o segundo e o terceiro de 2016. O frango abatido fechou o segundo trimestre (30 de junho) negociado por R$3,55/kg. Mesmo em baixa no momento, vai encerrando o corrente trimestre negociado por R$4,35/kg – valorização, portanto, de 22,5%. 

Quanto ao frango vivo, em 30 de junho foi cotado a R$2,95/kg; chegou a ser negociado em agosto por R$3,25/kg (valorização de 10%). Mas completa o terceiro trimestre do ano valendo não mais que R$3,10/kg – incremento de apenas 5% sobre o preço de encerramento do primeiro semestre. 

Esse, tudo indica, é um comportamento que tende a persistir, pois, com a presente crise de consumo, as integrações (que já reduziram a produção, mas continuam operando com excedentes) recorrerão bem menos ao mercado independente. Com isso, os preços da ave viva devem evoluir de forma bem mais moderada, independentemente dos custos de produção.

Atenção, porém. Pois apesar de o mercado de aves vivas ter expressão cada vez menor, suas cotações continuam balizando o mercado global de frangos. E isso pode se tornar um limitador da evolução de preços do abatido. 

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