Frango vivo tem novas correções de preço em São Paulo e Minas Gerais

Agronegócio

Frango vivo tem novas correções de preço em São Paulo e Minas Gerais

As correções de preço do frango vivo alcançaram simultaneamente São Paulo e Minas Gerais.
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Ontem, 10, as correções de preço do frango vivo alcançaram simultaneamente São Paulo e Minas Gerais. Como em ambas as praças o ajuste foi de cinco centavos, a cotação entre os avicultores paulistas subiu para R$3,20/kg, enquanto entre os mineiros chegou aos R$3,45/kg. 

Com os novos preços, as variações registradas em São Paulo e Minas ficam em 8,47% e 13,11% em um mês; em 6,67% e 11,29% no ano; e em 18,52% e 23,21% em doze meses.

Mas esses índices se tornam bem mais significativos quando a comparação toma por base os valores vigentes há apenas 100 dias. Neste caso, o incremento de preços em São Paulo se expande para 28% e o de Minas Gerais chega a, quase, 47%. Índices explicáveis pelo fato de, então, o frango vivo enfrentar os menores valores de 2016 (2,50/kg em São Paulo; R$2,35/kg em Minas Gerais).

Essa alta valorização, porém, tem também seu lado curioso. Ou, no mínimo, intrigante. É que, os mais baixos preços de 2016, registrados 100 dias atrás, ocorreram na semana do Dia das Mães, período considerado entre os melhores do ano para a comercialização do frango. E agora, quando – enfim! - o frango obtém preços remuneradores, é antevéspera do Dia dos Pais. O que mudou?

Na verdade, as situações diametralmente opostas – fundo do poço no Dia das Mães; preços que são recorde histórico no Dia dos Pais – nada têm a ver com uma ou outra data. O que está havendo, sim, é a adequação da produção ao recessivo consumo brasileiro. Que, sem dúvida nenhuma, é mais restrito hoje do que há passados 100 dias.

Esta constatação, por sinal, merece profunda atenção por parte de toda a avicultura de corte. Pois ao mesmo tempo em que se tornam mais compatíveis com os altíssimos custos de produção, os novos preços oneram ainda mais um consumidor já exaurido e com poder aquisitivo decrescente. 

Para bom entendedor, isso quer dizer que a sustentabilidade necessária ao setor só será idealmente alcançada se a oferta se mantiver compatível com a demanda em regressão. Desta vez, iludir-se com melhores preços, como já ocorreu em várias ocasiões anteriores, pode ser fatal. Pois os custos não vão retroceder.

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