Frigoríficos ampliam a produção em Mato Grosso

Agronegócio

Frigoríficos ampliam a produção em Mato Grosso

Metade dos investimentos das indústrias que Mato Grosso vai receber até o ano que vem virá de empresas do setor de carnes
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Metade dos investimentos das indústrias que Mato Grosso vai receber até o ano que vem virá de empresas de carnes. A expectativa do governo do estado é que sejam aplicados R$ 5 bilhões na construção de indústrias do agronegócio, sendo R$ 2,5 bilhões em frigoríficos. O último investimento anunciado foi o do Bertin, de R$ 230 milhões.

A expectativa é que até o fim de 2008 e início do ano seguinte a produção de suínos cresça 400%, enquanto a de aves aumente 80% e a de bovinos, 20% no estado. A disponibilidade de terras e de grãos, além dos incentivos fiscais é que têm atraído as empresas para o estado.

"Isso é decorrência natural de Mato Grosso ter o maior índice de produtividade e o grão mais barato do mundo. As empresas têm soja e o milho na porta", afirma Alexandre Furlan, secretário estadual de Indústria, Comércio, Minas e Energia. O governo oferece redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de 40% a 70% por um período de 10 anos. "Trata-se de uma tendência de transformar proteína vegetal em animal".

Atualmente, de acordo com o governo, 47 frigoríficos estão aproveitando as facilidades para aproximar a indústria da matéria-prima. Só no eixo da BR-163 estão em implantação, além do Bertin, a Perdigão, a Sadia e a JBS-Friboi. "Os grandes frigoríficos estão com uma política agressiva de investimentos, migrando para locais com terras mais baratas e que têm boa oferta de grãos", afirma José Vicente Ferraz, diretor da AgraFNP.

Pelo protocolo do Bertin com o governo de Mato Grosso serão investidos R$ 230 milhões para a construção de um frigorífico bovinos em Diamantino, além de uma unidade de uma unidade de biodiesel e de beneficiamento de couros. Será a segunda planta do frigorífico no estado, totalizando 3,5 mil abates diários.

Furlan diz que os investimentos dos frigoríficos bovinos vão transformar a produção no estado - que hoje tem o maior rebanho do País, com 27 milhões de animais - com sistemas que incluem o aumento do confinamento.


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