Frio em Roraima aumenta os preços de legumes, frutas e verduras

Agronegócio

Frio em Roraima aumenta os preços de legumes, frutas e verduras

A laranja ficou até 50% mais cara e a melancia aumentou em 30% o preço
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O inverno em Roraima tem sido sinônimo de falta de alguns produtos nas feiras livres e também de aumento no preço de legumes, verduras e frutas. A laranja ficou até 50% mais cara e a melancia aumentou em 30% o preço. Além disso, o mamão é uma das frutas que estão faltando nos mercados.

O produtor José Figueiredo Filho contou que a dificuldade de escoar a produção faz com que haja escassez e reajuste no valor final do produto. Ele tem um lote em São Luiz do Anauá, no Sul do Estado, e explicou que as despesas são maiores nesse período com mão-de-obra e manutenção dos veículos – que não conseguem passar em todas as vicinais. “Não somos ressarcidos pelos prejuízos”, disse.

Por enquanto, Figueiredo está fazendo entrega na Feira do Produtor de abóbora e do milho, produtos em época de safra. A laranja vendida nas feiras livres está vindo de Rondônia e custa até 50% a mais que no verão. Para ter o produto na mesa o consumidor paga, em média, R$ 5,00 por 15 laranjas.

A melancia que teve o preço reajustado em 30% agora é artigo de luxo nas feiras livres. O feirante Marcelino Alves Lima disse que conseguiu comprar domingo 800 melancias produzidas na Maloca do Milho, mas depois que o produto for vendido, só terá a fruta em setembro (época de safra).

Conforme Alves, nesse período chuvoso, os agricultores não têm como produzir a melancia. “A situação nas estradas é um problema que faz encarecer o produto”, frisou.

Outro produtor de cheiro verde, cebola e alface, Antônio Carvalho, contou que na vicinal 13, no Município de Alto Alegre, quem depende do local para escoar a produção está com dificuldade neste inverno. Contou que foi improvisada uma ponte rústica para os veículos passarem. “Há 25 anos preciso passar por esta vicinal e nunca houve melhoria. Só tentam consertar no inverno”, disse. Segundo ele, os caminhões não entram mais na vicinal.

Carvalho não produz mais no lote em Alto Alegre pelo fato de entender que não compensa depender da vicinal para escoar a produção e também porque não tem estufa. Então resolveu fazer plantio das verduras num sítio dentro de Boa Vista.

Mesmo assim, argumentou que os produtos ficam mais caros no inverno por causa do maior custo com adubos, que aumentam de preço nessa época do ano.

O produtor de abacaxi Armando Ferreira, da região da Serra Grande 1, no Cantá, acrescentou que no inverno há mais dificuldade principalmente pelo fato de ser necessário investir mais na escoação da produção. Segundo ele, os produtos nessa época ficam mais caros porque também é mais difícil produzir no inverno. No caso de Ferreira, a safra do abacaxi é somente em dezembro, mas ele trabalha com essa produção durante todo o ano.

Nas bancas que vendem tomate, o preço médio do produto é R$ 2,50, mas a origem é da Bahia. O tomate regional está em falta por causa das chuvas e a previsão é que somente em novembro o produto esteja disponível no mercado.

BANANA – Mas a dificuldade de escoar a produção não é o único motivo pela falta de oferta dos produtos nas feiras. As queimadas do verão passado ainda causam estragos para a agricultura local.

De acordo com o feirante Manoel Batista, o fogo queimou a maior parte dos bananais e agora toda banana vendida na feira é oriunda da produção do Município de Caroebe, Sul do Estado. Na região de Mucajaí (Apiaú) e Iracema (Campos Novos), onde há grande produção da fruta, não tem mais bananais por causa das queimadas, segundo contou Batista. Conforme acrescentou, será preciso um ano para que esses bananais voltem a produzir.

Por causa da baixa produção, o cacho da banana que custava R$ 2,00 e até R$ 1,00 está sendo vendido por R$ 4,00.


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