Frutal e Flor Pará totalizam R$ 33 milhões em negócios

Agronegócio

Frutal e Flor Pará totalizam R$ 33 milhões em negócios

Nos 44 estandes dos agricultores familiares, o aumento de vendas foi mais significativo. O volume chegou a R$ 883 mil, três vezes mais que em 2008
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A Frutal Amazônia e a Flor Pará 2009 movimentaram, em quatro dias de programação, R$ 33 milhões em negócios e atraíram um público de 36 mil visitantes. Os números foram divulgados durante o encerramento dos dois eventos na noite deste domingo (28), no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.

São números que refletem a dimensão dos eventos, os quais tiveram 300 estandes ocupados por expositores de todo o Pará e demais Estados da Amazônia, além de São Paulo, Ceará e Bahia. As feiras de frutas, flores e equipamentos de agroindústria atraíram também representantes de países como França, Alemanha, Itália e Holanda, interessados em importar os produtos amazônicos.

O estande da Associação dos Vendedores Artesanais de Açaí de Belém (Avabel) foi um dos mais procurados. Foram comercializados 300 litros nos quatro dias, e a Associação recebeu propostas até da Rússia para exportar o produto. Dos 4.500 batedores de açaí de Belém, 1.200 são associados da Avabel. Para se habilitarem ao comércio exterior, eles são capacitados pelo Sebrae-PA.

Vendas triplicadas - Nos 44 estandes dos agricultores familiares, o aumento de vendas foi mais significativo. O volume chegou a R$ 883 mil, três vezes mais que em 2008. No total, as caravanas trouxeram 2 mil produtores rurais, que participaram dos cursos e seminários de capacitação técnica voltados à agricultura familiar, foco maior do evento realizado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura (Sagri), em parceria com o Instituto Frutal.

No parque tecnológico, agricultores da vila de Americano, no município de Santa Izabel do Pará, produziram na feira 300 litros de farinha de tapioca e venderam tudo, além de 200 quilos de fécula de mandioca e 50 bolos feitos com tapioca, que renderam R$ 3 mil, informou o produtor Iraguaçu Silveira.

Já o empresário Arnoldo Luchtenberg concretizou a ideia de vender o extrativismo como alternativa de geração de renda. Fez contato com mais de 90 comunidades ribeirinhas, assentados e quilombolas, para transferência de tecnologia e gestão da atividade. Teve um retorno imediato de R$ 40 mil com a venda de óleos, manteiga e cremes de sementes e frutas, e propostas de negócios que totalizam R$ 470 mil.

Os produtores de mel venderam 30% menos que no ano passado, mas as propostas de negócio aumentaram 20%, segundo Luis Carlos Borges, diretor da Federação das Associações de Apicultores do Pará. A redução nas vendas de máquinas agrícolas foi creditada pelo empresário José Moura à falta de poder aquisitivo do consumidor, por causa da crise econômica mundial.

Avanço - No encerramento da Futal Amazônia e Flor Pará 2009 o presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel, destacou que o Pará avança, apesar da crise econômica. Enquanto as exportações brasileiras de frutas e sucos caíram de US$ 220 milhões, de janeiro a maio do ano passado, para US$ 166 milhões no mesmo período deste ano, o Pará subiu de US$ 6,8 milhões para US$ 12,6 milhões. "Acredito que o Pará tem potencial para se tornar referência mundial na comercialização de frutas", disse Bringel.

O secretário de Estado de Agricultura, Cássio Alves Pereira, ressaltou a qualidade crescente do evento e dos produtos ofertados. "Os empresários se modernizam a cada ano, e isso se reflete nos estandes das feiras e no aumento do consumo. Estamos caminhando para transformar o setor agropecuário em grande potência", destacou.


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