Fumageiras do RS perdem US$ 30 milhões

Agronegócio

Fumageiras do RS perdem US$ 30 milhões

Essa situação coloca em risco o abastecimento do mercado internacional, que precisa do fumo brasileiro para a produção de cigarros
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As duas semanas de greve dos fiscais federais agropecuários já causaram prejuízos de US$ 30 milhões para as fumageiras do Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Estimativas do Sindicato da Indústria do Fumo (Sindifumo) indicam que nesse período deixaram de ser embarcadas 10 mil toneladas.

Essa situação coloca em risco o abastecimento do mercado internacional, que precisa do fumo brasileiro para a produção de cigarros. Sem previsão para o fim do movimento, as indústrias também estão preocupadas com possíveis abalos no relacionamento que mantêm com os clientes internacionais.

O presidente do Sindifumo, Iro Schünke, explica que estão sendo buscadas alternativas para garantir a entrega das cargas. Uma delas seria o remanejo dos contêineres para outros navios que tenham condições de partir. Entretanto, essa medida não está surtindo muitos resultados e as cargas continuam ficando estocadas nos portos ou nas empresas, como ocorre na região. Por esse motivo também acabam se elevando os custos para manutenção dos carregamentos em armazéns.

A continuidade da greve pode fazer ainda com que o setor fumageiro reveja a previsão de exportar US$ 2 bilhões em fumo neste ano. Na semana passada a direção do Sindifumo encaminhou correspondência ao Ministério da Agricultura e também para a Fiergs pedindo providências. Contudo, até agora as respostas obtidas não foram animadoras e a previsão do setor é que os prejuízos em torno das exportações continuem aumentando. Na tarde de hoje, a Fiergs deve divulgar um balanço apontando quanto deixou de ser embarcado no Rio Grande do Sul desde que os fiscais cruzaram os braços.

No caso do setor fumageiro, se forem levadas em conta as outras duas paralisações realizadas durante o ano, teriam deixado de ser embarcadas cerca de 30 mil toneladas de tabaco. Por esse motivo as empresas associadas da entidade deixaram de movimentar US$ 100 milhões.

No Rio Grande do Sul 30% das atividades dos fiscais foram mantidas. No restante do País existe uma liminar que permite que 60% das vistorias sejam feitas. A categoria pede reajuste salarial de 45%, mas a última proposta do governo foi bem inferior: 20,3%. Em todo o País, são cerca de 2,5 mil profissionais. Os fiscais são responsáveis pelo controle das cargas que transitam nos portos, aeroportos e fronteiras.

Desde que começou a greve o governo já ameaçou cortar o ponto dos manifestantes por várias ocasiões. O ministro da Agricultura, Reinold Stephanes, chegou a anunciar para a semana passada a substituição dos grevistas por profissionais dos governos estaduais e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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