Fundos dão liquidez ao mercado

Agronegócio

Fundos dão liquidez ao mercado

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A entrada de fundos de investimentos na compra de terras em várias regiões do Brasil é o grande diferencial deste mercado nos últimos meses.

"Os fundos estão dando liquidez ao negócio", afirma Jacqueline Bierhals, analista do Mercado de Terras da AgraFNP. Segundo ela, muitos têm atuado para ter ganhos imobiliários, ou seja, comprar terras baratas para venderem posteriormente.

Os investimentos têm ocorrido em regiões de fronteira. Mato Grosso, Bahia e a região denominada Mapito (MA, PI e TO) são os que recebem mais investimentos estrangeiros. Nestas localidades, são exemplos as regiões de cerrado de Araguaína (TO) e Alto Araguaia (MT).

"A maior valorização no Centro-Oeste decorre dos investimentos em cana-de-açúcar na região e também do melhor momento dos grãos", avalia Jacqueline. Segundo ela, é comum uma propriedade ser cotada em sacas de soja - produto que este ano, no mercado internacional, teve considerável valorização.

"Muitos estrangeiros enxergam no Brasil a única alternativa de crescimento da agricultura e pecuária mundial. Com isso, estão acelerando os investimentos em regiões de fronteiras, que ainda têm potencial de valorização", explica Jacqueline Bierhals.

Os fundos atuam comprando terras a preços baixos com a intenção de vendê-las na alta, o que, de fato, deve ocorrer nos próximos anos, segundo a analista. Neste caso, as regiões mais concorridas são Mato Grosso, oeste baiano, além de áreas do Maranhão, Piauí e Tocantins, que formam a região denominada Mapito.

Como a anunciada revisão na legislação que regulamenta a compra de terras por estrangeiros ainda não saiu, as compras financiadas por capital estrangeiro seguem evidentemente de forma mais concentrada no Centro-Oeste e Nordeste brasileiro.

Mesmo com o novo patamar de preços, as terras agricultáveis no Brasil ainda são mais baratas que em outros países e isso deve continuar atraindo o olhar do mercado internacional, mesmo com o real fortalecido frente ao dólar e a instabilidade da economia norte-americana.


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