Fundovitis pode ser inviabilizado no RS

Agronegócio

Fundovitis pode ser inviabilizado no RS

Setor vitivinícola teme que possível saída da Uvibra impeça repasses de recursos
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Um possível racha na estrutura do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) pode colocar em risco os repasses do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis) para a entidade. Segundo fontes do setor, o temor é que a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra) - que representa as indústrias - retire-se do Instituto, órgão paritário composto, também, pelas cooperativas e produtores. A decisão inviabilizaria, desta forma, a transferência de recursos do Rio Grande do Sul.

O vice-presidente do Conselho deliberativo do Ibravin e representante dos viticultores, Denis Debiasi, confirma os rumores, mas não acredita na retirada da Uvibra. "Cada um usa sua força conforme o interesse na entidade, mas não acho que vão sair. Precisamos da Uvibra dentro do Ibravin." Debiasi acredita que as alterações propostas no Fundovitis trariam mais segurança e maior liberdade às ações propostas ao fundo. "Quando o recurso vai para o Caixa Único, sempre encontramos dificuldade para termos o dinheiro na hora em que precisamos. A entidade e o Estado ganham com isso." Segundo o dirigente, o repasse integral da verba para os cofres do Tesouro ainda causa dúvidas sobre o total arrecadado. Nenhum representante da Uvibra foi encontrado pela reportagem.

O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Frederico Antunes, deve encaminhar amanhã, à Comissão de Constituição e Justiça da casa, alterações no Fundovitis. Caso as mudanças sejam aprovadas, 25% dos recursos irão direto ao Ibravin, que os utilizará para capacitação técnica do setor vitivinícola, promoção do vinho gaúcho e atividades do Laboratório de Referência em Enologia (Laren). A previsão é que o projeto seja votado antes do dia 15 de julho, quando os deputados estaduais entram em recesso. Atualmente, a verba recolhida pelo setor vitivinícola é toda encaminhada ao Estado e, depois, repassada ao Ibravin. Anualmente, a arrecadação do Fundovitis fica em torno de R$ 10 milhões. "Depois que vai para o Caixa Único, é difícil tirar de lá", justificou Antunes, que acredita que o repasse direto de 25% ao Ibravin daria maior capacidade de o setor investir, principalmente em campanhas de marketing e fazer frente ao vinho importado. O projeto de lei 508/06, que prevê as modificações no fundo, recebeu parecer favorável do relator, deputado Alexandre Postal.


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