Futuros Produtores conhecem forma de cultivo não praticada em Mato Grosso

Agronegócio

Futuros Produtores conhecem forma de cultivo não praticada em Mato Grosso

A visita técnica possibilitou que os jovens, filhos de produtores rurais de MT conhecessem tecnologias em cultivo protegido
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Idealizado pela Seminis, marca de hortaliças da Monsanto, o Projeto Mais abriu as portas do conhecimento sobre cultivo protegido aos participantes do programa “Futuros Produtores do Brasil” realizado pela Federação da agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-MT) e Sindicatos Rurais. A visita técnica possibilitou que os jovens, filhos de produtores rurais de Mato Grosso, conhecessem tecnologias em cultivo protegido.
 
“O Projeto Mais abriu sua unidade para a visita dos jovens do projeto idealizado pela Famato, principalmente para mostrar um pouco de uma cultura que eles não estão acostumados a ver em Mato Grosso, que é o cultivo de tomates em estufas”, disse a analista de marketing da Seminis, Ana Carolina Bailey. 
 
Para o analista sindical da Famato, Fábio Gomes, a visita técnica foi uma excelente oportunidade para os “Futuros Produtores” conhecerem o potencial do Projeto Mais. “Além disso, puderam trocar experiências do sistema de produção de hortaliças ainda não produzidas em nossa região”, reforçou Gomes. O analista destacou ainda que a visita possibilitou a interação com novas tecnologias, produtores e profissionais da área. “Aspecto relevante para motivá-los ainda mais na paixão pelo agronegócio, além de despertar novos horizontes para o setor”, acrescentou.
 
A estrutura do Projeto Mais consiste em seis estufas, com área total de 8.294 m². Cada unidade (estufa) possui área de 1.382 m², altura de 5 metros, medindo 38,4 x 36,0 com sistema de tratamento. São 4.500 metros de área aberta, com dois tanques de captação de água fluvial utilizada para irrigação. Mais de três mil metros cúbicos de armazenamento de água. O total de investimento da estrutura física é de mais de R$ 865 mil.
 
Na propriedade são cultivados quatro variedades de tomate, sendo o Coquetel com 44% da produção, Grape 22%, Longa Vida 17% e o Italiano com 17%.  São realizados dois ciclos por ano. Cada estufa tem aproximadamente 1.500 mudas.  
 
Os jovens entenderam que uma das principais vantagens desse tipo de cultivo é a maximização dos resultados, seja em produtividade ou na maior qualidade dos frutos em relação à cultura em campo aberto.
 
Na visita os filhos de produtores foram orientados sobre técnicas de cultivo, manejo e planos de investimentos. “Mostramos para eles o cultivo de tomates em estufas, eles viram aqui estufas com diferentes idades, desde estufas recém-transplantadas até estufas em ciclo final de produção. Mostramos a diferença do cultivo em estufa para o em campo aberto, tendo um cultivo mais focado na aplicação de produtos mais limpos, sem uso de defensivos e uso de variedades novas de tomates”, disse responsável pelo projeto em Campinas, Mark Jan Wopereis.  
 
“Os produtores que seguirem as orientações passadas aqui têm boas chances de resultados em menor tempo. O produtor que utiliza o cultivo protegido consegue obter, em três anos, o retorno sobre o investimento total. Se considerar o custo e a qualidade dos frutos em um ano de produção o resultado financeiro final é superior à produção de campo aberto”, apontou Wopereis.    
 
Para o participante Rafael Fernandes, a visita foi uma oportunidade única de conhecimento. “Infelizmente nem todos os agricultores possuem as informações que recebemos nessa visita técnica. Hoje vimos aqui resultados efetivos de que os investimentos compensam, aprendemos como reduzir riscos, economia, utilização de mão de obra especializada e a reutilização da água da chuva para a irrigação”, disse Fernandes.
 
De acordo com Ana Carolina, o objetivo principal, além de se obter produtividade e lucratividade é o compartilhamento de informações, visando à profissionalização e evolução do setor.
 
Wopereis destacou a importância da mão de obra para o sucesso do cultivo. Segundo ele o diferencial são os investimentos em treinamento e capacitação, planejamento e cronograma de atividades e setorização, delegando um responsável por unidade de negócio.


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