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Gado de leite tem trato diferenciado

No gado de leite, a vermifugação é imprescindível nas bezerras e nas novilhas


No rebanho bovino leiteiro, a recomendação para controle de parasitose é diferente. O veterinário John Furlong, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, explica que as raças de corte e de leite têm diferenças genéticas e, conseqüentemente, manejo diferenciado. Raças como o nelore, por exemplo, são mais resistentes em comparação ao gado holandês, raça européia predominante no rebanho leiteiro brasileiro. "Estas raças são mais sensíveis e necessitam de mais cuidado no manejo."

Outra diferença é o sistema de criação. As fazendas de gado de leite são menores e a criação intensiva, com maior número de animais por hectare. "Isso proporciona maior contato do gado com os parasitas", diz Furlong. Por isso, além das três vermifugações em maio, julho e setembro, recomenda-se que o produtor de leite faça uma quarta aplicação em dezembro, no meio do período das águas.

O veterinário destaca ainda que no gado de leite a vermifugação é imprescindível nas bezerras e nas novilhas - no mínimo estas quatro aplicações de vermífugo. A partir do primeiro parto, a vermifugação só deve ser feita em duas ocasiões: no periparto (15 dias antes a 15 dias depois do parto), quando o animal está imunologicamente enfraquecido, ou em caso de animal com algum processo infeccioso, pois nestas condições fica enfraquecido imunologicamente.

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