Gado é o que não falta na região de contrastes entre municípios
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Agronegócio

Gado é o que não falta na região de contrastes entre municípios

Grande rebanho bovino, agroindústrias, cidades que crescem e que perdem população assim é o Nortão (MT)
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Gado na região é o que não falta. Existem 6.625.354 cabeças pastando nas invernadas dos 35 municípios. Essa quantidade de bovinos representa 25,73% do rebanho mato-grossense de 25.740.012 de cabeças. Frigoríficos bovinos e suínos, laticínios e curtumes completam a cadeia pecuária da bovinocultura e suinocultura.

O maior rebanho bovino é o de Juara, com 853.590 cabeças em 1.694 propriedades. O segundo colocado é Alta Floresta (748.574 em 2.074 invernadas). O último colocado é Feliz Natal (13.022 em 115 áreas) e Santa Rita do Trivelato é o penúltimo (24.940 animais de 58 criadores).

A qualidade sanitária do rebanho da região é a mesma que se observa em Mato Grosso como um todo: excelente. Pecuarista do Nortão sabem que com a febre aftosa não se brinca e têm em mente que o último foco da doença foi notificado no município de Terra Nova do Norte, em 16 de janeiro de 1996.

As plantas frigoríficas da região estão instaladas ou em fase final de montagem em Matupá (duas), Nova Canaã do Norte, Nova Monte Verde, Guarantã do Norte, Tabaporã, Colíder (duas), Alta Floresta, Juara (duas) e Sinop (três).
A planta do frigorífico em Nova Monte Verde é considerada uma das mais modernas do mundo. Aquela unidade industrial pertence ao Grupo Arantes e sua capacidade inicial de abate é de 800 cabeças; futuramente alcançará 1.500.

Na maioria dos municípios a distribuição do leite é feita in natura. Na cidade de Terra Nova do Norte uma cooperativa recebe diariamente na plataforma cerca de 105 mil litros, produzidos basicamente por pequenos pecuaristas.

Em Nova Mutum o Frigorífico Excelência tem capacidade de abate diário de três mil cabeças suínas. Sua produção abastece parte de Mato Grosso, de várias regiões brasileiras e da Rússia. Essa empresa gera cerca de 700 empregos diretos. Ainda naquela cidade o aviário da Perdigão abate 240 mil aves diariamente. Em Sorriso também funciona um aviário em escala industrial.

Paulatinamente a Sadia entra em processo produtivo em Lucas. No final do próximo ano, quando estiver a todo vapor terá capacidade de abate anual de 114 milhões de frangos e 1,25 milhão de suínos. Para movimentar essa estrutura serão abertos seis mil postos diretos de trabalho e outros 18 mil indiretos no município e região.

As aves e suínos para abate serão garantidos por 190 módulos de aviários e 115 granjas suínas espalhadas por Lucas, Tapurah, Ipiranga do Norte, Nova Mutum, Santa Rita do Trivelato e Sorriso.

Parte do complexo da Sadia já funciona. Estão em atividade as granjas multiplicadoras de suínos, fornecendo reprodutores para povoamento e reposição dos plantéis das Unidades Produtoras de Leitões (UPLs); a granja de recria de aves, onde os animais permanecem alojados até alcançarem o amadurecimento sexual; e as instalações de recebimento, secagem e armazenamento de grãos.

GARGALOS – Pecuaristas do Nortão enfrentam dois problemas: o preço diferenciado pago pela arroba do boi e a degradação de pastagens, que no âmbito estadual atinge em percentuais diferenciados mais de 15 milhões de hectares.

Região excluída da habilitação para exportar carne bovina à União Européia (UE), em nome de suposta blindagem sanitária ao rebanho da região central do Estado contra a aftosa, seus pecuaristas recebem menos pela arroba vendida; porém, recente embargo à carne brasileira pelos europeus criou novas regras, ainda que temporárias para essa relação comercial, e de quatro fazendas mato-grossenses habilitadas à exportar para a UE, uma se localiza no município de Nova Ubiratã.

Empobrecimento do solo, pisoteio excessivo, fogo da chamada limpeza de pasto, pragas e outros fatores resultaram na degradação de uma área de pastagem no Nortão estimada em aproximadamente quatro milhões de hectares. Reformar esse pasto com o cultivo de arroz de sequeiro é uma antiga meta, mas a descapitalização do setor e a falta de incentivos do governo federal impedem a recuperação dessa área.


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