Geadas antecipam colheita de citros no RS
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Agronegócio

Geadas antecipam colheita de citros no RS

Fenômeno climático provoca queda prematura das frutas
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Fenômeno climático provoca queda prematura das frutas

Continua forte a colheita na região do Vale do Caí. Segundo o Informe Conjuntural, elaborado pela Emater/RS-Ascar, em função das intensas geadas ocorridas no início do mês de junho, está havendo queda prematura das frutas, antecipando o final da colheita das variedades que estavam maduras, como a bergamota-caí, cuja colheita está finalizada; as laranjas-do-céu precoce, shamouti e umbigo-baía. As bergamotas-pareci e ponkan estão em final de colheita.


O fenômeno climático da geada também está antecipando o início da colheita da bergamota-montenegrina e da laranjavalência, frutas de ciclo tardio, cuja colheita em anos normais iniciaria no mês de agosto. A colheita das frutas cítricas deverá ter seu término antecipado em comparação com os anos normais.

Outro efeito do estresse causado pela geada é a antecipação da brotação nas plantas, o que deverá determinar a antecipação de sua floração. Em função das perdas ocorridas pela geada, muitos citricultores estão procurando o agente financeiro para solicitar a prorrogação do prazo e vencimento dos créditos de custeio.


A comercialização continua em ritmo normal, sendo a demanda do consumo refreada em função das baixas temperaturas da estação. A demanda freada e a forte oferta têm mantido os preços estáveis. A lima ácida tahiti tem sido uma exceção, com forte elevação do preço recebido pelo citricultor. Entretanto, essa fruta foi uma das mais prejudicadas pelas geadas, e pouca quantidade existe para ser comercializada. Nos últimos 15 dias, houve 20% de majoração na sua valoração.

A perspectiva é de que, com temperaturas mais amenas, a demanda por frutas cítricas volte a se aquecer e, em consequência, o preço reaja, compensando parcialmente as enormes perdas sofridas pelos citricultores. Por sua vez, a região norte do Estado contabiliza 15% de quebra da safra por conta da estiagem e mais 15%, até o momento, por conta do efeito das geadas de junho.


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