Goiás adia cobrança para atrair usinas
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Agronegócio

Goiás adia cobrança para atrair usinas

Incentivo prevê pagamento de R$ 35 bi de ICMS após dez anos; parcerias com estrangeiros se multiplicam
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Com incentivos que adiam por dez anos a cobrança de R$ 35 bilhões de ICMS, Goiás vem atraindo investimentos estrangeiros em usinas de cana. Os interessados incluem empresas de vários tipos.

Segundo estimativa do Ministério da Agricultura, a participação estrangeira na área é de 15% em todo o país. A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) prevê que o índice será de 26% em quatro anos.

Quatro unidades no sul de Goiás estão sendo construídas pela Brenco, empresa brasileira com investidores americanos. De acordo com o Sifaeg (Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Estado de Goiás), a ADM, companhia mundial de processamento de grãos, e uma empresa do grupo Toyota estudam parcerias para usinas no interior goiano. Procuradas pela Folha, as companhias não confirmam o plano.

A nacional Santaelisa Vale se aliou a estrangeiros como a Goldman Sachs e a Global Foods na Companhia Nacional de Açúcar e Álcool.

A empresa já estrutura uma usina em Itumbiara (GO) e outra em Ituiutaba (MG). O plano é investir R$ 2,2 bilhões em quatro unidades no país.

A parceria entre usinas já instaladas e investidores externos vem se tornando comum. Também em Goiás a Petrobras iniciou seu primeiro projeto de "complexos bioenergéticos" no país. A usina, feita com um grupo local e a japonesa Mitsui, começará a operar em 2010.

A unidade, na cidade de Itarumã, deverá produzir 200 milhões de litros de álcool por ano, destinados à exportação.

A Brenco, que pretende aplicar R$ 5,5 bilhões no setor no país nos próximos oito anos, quer construir infra-estrutura para escoar a produção. A empresa estuda instalar um duto ligando o interior de Mato Grosso a Santos (SP).

Prorrogação
No programa de incentivo do governo de Goiás, os R$ 35 bilhões que o Estado deixa de arrecadar com o ICMS podem ser pagos pelas empresas dez anos após a instalação da indústria.

Para André Rocha, presidente do Sifaeg, Goiás será a "grande nova fronteira" no país. Na safra 2007, o Estado foi o quarto produtor de álcool, atrás de São Paulo, Minas e Paraná.


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