Goiás espera vender algodão para a China

Agronegócio

Goiás espera vender algodão para a China

O Brasil produz o dobro do algodão de que necessita e precisa encontrar mercados
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A missão goiana que participou da Conferência Internacional do Algodão, de 27 a 29 de junho, na China, retornou convencida de que o início das vendas goianas da fibra para o país asiático é só uma questão de tempo. Participaram do evento, o secretário da Agricultura, Leonardo Veloso, o presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Haroldo Rodrigues da Cunha e o coordenador do Fundo de Incentivo à Cultura do Algodão no Estado de Goiás (Fialgo), Osvaldo Pinto Fiúza.

“Estivemos durante algum tempo em processo de conhecimento recíproco com os chineses, estabelecendo laços de confiança mútua e acredito que, agora, estamos prontos para a fase das transações comerciais propriamente ditas”, diz Osvaldo Fiúza, ao lembrar que já, em 2005, Goiás recebera uma missão da cadeia chinesa do algodão. Segundo ele, o Brasil produz, hoje, o dobro do algodão de que necessita e precisa urgentemente encontrar mercados para esse excedente, sob pena de estagnação do segmento.

Competitividade:

O secretário da Agricultura, Leonardo Veloso, destaca que o Brasil tem grande oportunidade de ocupar parcela importante do mercado chinês de algodão, no qual seu concorrente é a Índia, que entretanto tem graves dificuldades de água para irrigação. Ele argumenta, contudo, que os produtores brasileiros, apoiados pelos governos, precisam desenvolver estratégias para se beneficiarem das exportações do algodão, impedindo que os resultados se concentrem em mãos das trades.

Para Leonardo Veloso, uma saída pode ser a criação de joint venture para operacionalizarem as vendas do algodão brasileiro para a China e, em contrapartida, importarem por exemplo tecnologia para o segmento. O secretário admite que também de parte do governo é preciso um esforço para viabilizar a ocupação de espaços pelo algodão brasileiro no mercado internacional. “O País é competitivo na produção e na industrialização, mas o chamado Custo Brasil - a elevada carga tributária, a logística deficiente e os elevados custos trabalhistas - muitas vezes anula essa competitividade”.

Osvaldo Fiúza concorda que para concorrer no mercado internacional o produtor brasileiro precisa reduzir consideravelmente os seus custos, no que pode ser apoiado pelo governo com uma política de redução dos preços do óleo diesel e da energia elétrica. Segundo ele, Goiás produzirá na safra em andamento aproximadamente 110 mil toneladas de algodão em pluma, com rendimento médio de 1.300 quilos por hectare.

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