Goiás financia projeto da Embrapa em agricultura familiar

Agronegócio

Goiás financia projeto da Embrapa em agricultura familiar

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A Embrapa Arroz e Feijão de Santo Antônio de Goiás (GO) desenvolverá tecnologias voltadas à produção de alimentos em empreendimentos de pequeno porte. No próximo mês de fevereiro, serão implantados no Estado de Goiás experimentos para avaliação da viabilidade do consórcio de feijão com a mamona.

Ambos desempenham papel social relevante dentro da agricultura familiar. Enquanto o feijão é a fonte protéica mais popular no meio rural, a mamoneira, além de absorver a força de trabalho na exploração das pequenas áreas, permite aproveitamento comercial. A cultura possui aplicações nos ramos da perfumaria, saboaria, siderurgia e indústrias de tintas e de plásticos. Atualmente, o governo federal dá atenção especial à mamoneira pela possibilidade de fabricação do biodiesel, uma alternativa à exploração dos combustíveis de origem fóssil.

O coordenador dos experimentos, Itamar Oliveira, diz que a idéia de se estabelecer o consórcio surgiu de uma dificuldade detectada pela área de pesquisa. Segundo ele, existem espécies e variedades de feijão bastante produtivas, mas que apresentam um inconveniente, possuem porte rasteiro, o que dificulta a colheita e contribui para elevada perda de grãos. Por causa disso, esses materiais de feijão são cultivados junto a espaldadeiras, que são anteparos de suporte para erguer as plantas.

"Os feijões rasteiros possuem produtividades elevadas para as condições de cultivo presentes nas pequenas propriedades, variando entre 4 a 10 toneladas por hectare. Entretanto, um dos fatores que os inviabiliza é a necessidade do uso de suportes caros feitos de arame ou madeira. O consórcio busca justamente contornar esse problema, uma vez que o pé de mamona se torna espaldadeira para o feijão, dispensando altos investimentos e gerando renda extra", esclarece Itamar.

O pesquisador defende que o consórcio aumenta a eficiência do uso da terra, não exige aporte intensivo de insumos e diminui o risco de insucesso da lavoura, devido à exploração de mais de uma espécie vegetal por área.

Itamar afirma que o trabalho tem a preocupação em preservar o meio ambiente. Os experimentos de consórcio do feijão com a mamona serão intercalados pelo cultivo da leguminosa fixadora do nitrogênio atmosférico no solo, chamada de leucena, e por árvores de nim indiano, espécie conhecida por seus atributos como inseticida natural.

O projeto da Embrapa de consórcio de feijão com a mamona possui período de execução de dois anos e receberá investimentos de R$ 80 mil reais, oriundos do Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de Goiás.


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