Governo apoia setor sucroenergético
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Agronegócio

Governo apoia setor sucroenergético

A cana-de-açúcar e seus subprodutos são a segunda fonte de energia no País
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A crescente produção de açúcar no Brasil, o aumento do consumo de etanol, o uso do bagaço e da palha na geração de energia e as novas tecnologias disponíveis do setor imprimem nova configuração à matriz energética brasileira e ao setor sucroenergético. A cana-de-açúcar e seus subprodutos são a segunda fonte de energia no País e representam 18% da oferta, atrás apenas dos combustíveis fósseis.

No principal encontro mundial do setor, a 18ª Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro) e 8ª Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura (Agrocana), o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Manoel Bertone, ressalta a importância da feira no desenvolvimento desse mercado e destaca o apoio do governo como fundamental para o crescimento do setor.

Leia entrevista de Manoel Bertone à jornalista Sophia Gebrim, nesta segunda-feira, 30 de abril, em Sertãozinho:

Qual a importância desse encontro para o setor?

Bertone - A Fenasucro é a mais importante feira do setor sucroenergético no Brasil e no mundo. Sertãozinho, município do interior de São Paulo, concentra as principais indústrias fornecedoras, tanto para usinas de açúcar, quanto de etanol. E foram muito adequadas hoje, aqui, as palavras do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, sobre o apoio permanente do governo ao setor durante os últimos anos.

Como o governo vem apoiando o mercado sucroenergético?

Bertone - Podemos destacar a participação decisiva do governo nos principais encontros internacionais sobre o etanol, principalmente quando o biocombustível foi firmemente criticado em razão da “competição” com o abastecimento de alimentos no mundo. Houve também o impacto com o crescimento da demanda mundial. Além disso, a intervenção do governo federal na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) foi marcante em defesa do setor sucroenergético, mostrando que a agroenergia tinha muito a contribuir sem prejudicar a produção de alimentos no País.

E as questões sociais e ambientais?

Bertone - Observamos, também, o engajamento completo do setor nos protocolos social e ambiental que, pela maturidade dos empresários, buscaram a produção sustentável, tanto em termos sociais, quanto ambientais. O Brasil tem demonstrado grande responsabilidade social, econômica e ambiental como produtor de alimentos e de energia.

A Fenasucro reúne representantes mundiais do setor. Qual a importância disso para o produtor brasileiro?

Bertone - Observa-se também, neste evento, a presença de participantes internacionais, como a Embaixada da Alemanha, que trouxe empresários do setor de biodiesel europeu, para conhecer as instalações da feira e analisar a viabilidade de negócios com o Brasil.

Quais as perspectivas do setor para os próximos anos?

Bertone - As perspectivas para o açúcar e etanol são muito boas, também pela importância do álcool na indústria química, que aumenta dia a dia. Também destaco o etanol de segunda geração e o obtido da celulose e de outros produtos agrícolas, que estão sendo pesquisados para oferta no mercado. Outras possibilidades são o diesel e, evidentemente, a energia produzida a partir do bagaço da cana-de-açúcar.

Na sua visão, o setor ainda pode crescer?

Bertone - O setor tem muito a desenvolver e o governo pode contribuir decisivamente, criando condições para novos financiamentos, com um sistema tributário mais eficiente, garantindo ao consumidor brasileiro produtos de qualidade, com contribuição social e economica.

E a internacionalização do etanol, tão comentada nos debates da Fenasucro deste ano?

Bertone - Essa questão vem sendo objeto de discussões nos últimos anos. O Brasil procurou tornar o etanol uma commodity. A atuação decisiva do governo federal possibilitou o reconhecimento mundial do etanol como um produto ambientalmente correto. Além disso, o País trabalhou para fornecer tecnologia de produção do etanol a outros países, estimulando a regulamentação da adição do etanol à gasolina, à sua matriz energética, de modo a aumentar, gradativamente, o consumo do biocombustível no mundo.

E como o mundo tem respondido à atuação brasileira?

Bertone - Hoje, os investidores internacionais participam da produção de etanol no Brasil, com investimentos diretos. Recentemente, uma das maiores empresas de produção de açúcar no mundo comprou parte de uma usina brasileira. Essas ações podem abrir novos mercados e atrair mais investimentos externos.


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