Governo estimula produção de sisal

Agronegócio

Governo estimula produção de sisal

Foram negociadas 58,8 mil toneladas produzidas por pequenos agricultores da BA e PB
Por: -Inez De Podestà
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Foram negociadas 58,8 mil toneladas produzidas por pequenos agricultores da Bahia e Paraíba

Pequenos produtores de 112 municípios da Bahia e da Paraíba foram beneficiados em 2010 pelo programa de apoio à comercialização do governo federal. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aplicou R$ 23,2 milhões em operações de Prêmio para o Escoamento do Produto (PEP) de 58,8 mil toneladas da fibra bruta no período de fevereiro a dezembro deste ano.

O coordenador-geral de Oleaginosas e Fibras do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sávio Pereira, avalia que o instrumento utilizado para apoiar a comercialização do sisal garante o preço mínimo ao produtor com custo menor para o governo federal. Até março deste ano, o Ministério da Agricultura apoiou a comercialização da fibra por meio das Aquisições do Governo Federal (AGF). Atualmente, cerca de 24,5 mil toneladas de sisal fazem parte dos estoques do governo e estão armazenadas na Bahia.

O sisal é uma planta perene originária do México, muito resistente e capaz de se desenvolver em regiões de baixa precipitação e de temperaturas elevadas. As folhas de sisal fornecem fibras de grande resistência e buchas residuais que são empregadas na produção de barbantes, cordas, cordões, cabos, tapetes, tecidos e fios agrícolas utilizados para amarrar feno e cereais para o consumo animal, em países de inverno rigoroso, como os da União Europeia e os Estados Unidos.

No Brasil, a cultura do sisal tem grande impacto no desenvolvimento das regiões semiáridas, com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Andressa Beig Jordão, assessora da Coordenação de Oleaginosas e Fibras, conheceu a realidade da comunidade sisaleira, em outubro deste ano. Ela relata que a cultura do sisal surge como alternativa de produção e renda para os pequenos agricultores. “A atividade exige muita mão-de-obra e contribui para fixação do homem no campo”, acrescenta.
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