Governo pretende liberar MS como livre de aftosa
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Agronegócio

Governo pretende liberar MS como livre de aftosa

A comissão técnica da OIE virá ao Brasil para verificar se o MS voltará a exportar
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A secretária estadual de Produção, Tereza Cristina Côrrea da Costa Dias, retornou da reunião da OIE (Organização Internacional de Epizootias), realizada em Paris, ainda com a perspectiva de que Mato Grosso do Sul obtenha o título de área livre de febre aftosa com vacinação em setembro deste ano. O foco da doença foi descoberto em outubro de 2005.

Segundo ela, na reunião de fevereiro, o comitê técnico da OIE deixou a cargo da comissão técnica que virá ao Brasil a verificação se os Estados, até então proibidos de vender para o mercado internacional, poderão exportar. “A avaliação seria em maio do ano que vem”, afirmou a secretária durante entrevista ao jornal Bom Dia MS, da TV Morena. A secretária citou que o presidente da OIE, em conversa informal, disse acreditar na liberação do Estado, “mas que devemos fazer o dever de casa”.

Questionada sobre a existência de animais com sintomas de febre aftosa na região Sul do Estado, ela disse desconhecer esta realidade. “Isso não existe. Sei que há animais com cicatrizes antigas. Se houvesse animais babando e com ferida viva seria um foco de aftosa latente. Isso é coisa de gente que não gosta de Mato Grosso do Sul”, argumentou. A partir de junho os animais da região Sul vão passar por novos exames de sorologia. “Acredito que não terá surpresa desagradável”.

Excessos – A exigência de que os animais egressos da zona de alta vigilância sanitária – com área de 30km na fronteira entre o Brasil e Paraguai - façam novo exame de sorologia será discutida. “Este foi um ponto de grande discordância com os produtores. Pelo código terrestre é necessário fazer sorologia nos animais que entram e sai. Mas é preciso ter ações bem claras, para saber o que é e o que não é excesso”, aponta. Um representante do Panaftosa (Centro Pan-americano de Febre Aftosa) virá ao Estado até a próxima semana.


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