Grande volume de chuvas traz prejuízos para a agricultura
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Agronegócio

Grande volume de chuvas traz prejuízos para a agricultura

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Na região Sudeste do Estado, o inverno é caracterizado por temperaturas baixas e poucas chuvas mal distribuídas durante este período. Essas características climáticas favorecem o plantio de algumas culturas como sorgo, milho safrinha e hortigranjeiros. Porém, este ano está sendo atípico, apresentando um inverno muito chuvoso.


Segundo o engenheiro agrônomo Rafael Giroto, da Casa da Agricultura de Presidente Venceslau, em junho de 2011 choveram 43 milímetros. Em 2012, até o dia 19 do mesmo mês o volume foi de 233 mm, chegando a chover 90 mm em apenas um dia e ocasionando perdas no setor agropecuário.

Devido ao excesso de chuva, agricultores da região têm encontrado dificuldade na colheita de sementes de forrageira do gênero Panicum. As sementes são colhidas no chão e o longo período de chuvas pode provocar uma queda de aproximadamente 20% na produção.


Outro problema causado pela chuva é para os pecuaristas que nesta época confinam bovinos de corte para terminação (período próximo ao abate): a dificuldade de fornecimento de alimento e a presença de barro no confinamento causa estresse aos animais reduzindo o ganho de peso diário e, por ser uma atividade de alto investimento, essa situação climática pode inviabilizar a atividade. A lama também é um problema para vacas leiteiras, pois, além de o estresse diminuir a produção de leite, também provoca o aumento da incidência de mastite, infecção que compromete a qualidade do produto.

De acordo com Wagner Bassan, diretor da CATI Regional de Presidente Venceslau, as chuvas também prejudicam o setor de hortigranjeiros ocasionando maiores prejuízos nas folhosas de modo geral, no tomate, pepino e outros legumes com perdas que variam de 30% até 100%.


Bassan explica que, apesar do prejuízo para algumas culturas, as precipitações favoreceram o aumento na produção de sorgo, milho safrinha e pastagens. “Estima-se que a produção do milho safrinha, na região, chegue a 90 sacas por hectare, devendo o agricultor ter atenção na hora da colheita, pois o excesso de umidade favorece o desenvolvimento de fungos que causam o grão ardido”.

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