Granizo atinge culturas no Meio-Oeste Catarinense

Agronegócio

Granizo atinge culturas no Meio-Oeste Catarinense

Situação é mais crítica na região de Fraiburgo, onde houve perda total
Por: -Lilian Simioni
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A prefeitura de Fraiburgo (SC) e agricultores ainda fazem levantamento sobre o prejuízo causado pela tempestade de granizo na sexta-feira (17-11). Em pelo menos uma localidade do interior, o assentamento Chico Mendes, a perda nas lavouras de fumo, feijão e milho foi total.

Conforme o secretário de Agropecuária e Meio Ambiente, José Guilherme Kraemer, outras culturas também foram atingidas, como o alho, o trigo e a maçã. A secretaria estuda alguma forma de ajudar os produtores. O morador do assentamento, Miguel Aloir Antunes, conta que o momento ainda é de ajuda mútua para recuperar casas. "Ainda não pensamos em como faremos com a lavoura. Vamos sentar com o Incra para ver se existe alguma forma de crédito".

Antunes teve os 15 mil pés de fumo, os quatro hectares de feijão plantados e os cinco de milho totalmente arrasados. Os 40 produtores do assentamento fizeram o plantio adiantado para fugir da seca, mas acabaram perdendo tudo.

A empresa Fischer, produtora de maçãs, também contabiliza os prejuízos. O diretor agrícola Ney Araudi afirma que a produção deve cair em qualidade nos pomares atingidos. "Em alguns casos, os frutos passarão para a categoria dois ou três, perdendo 30% do valor".

Na Fischer também houve prejuízo em abrigos, com destelhamentos e duas redes elétricas foram prejudicadas. Em outra empresa, a Pomifrai, o vice-presidente executivo Mário Correa explica que o granizo atingiu pouco e de forma localizada os pomares. Segundo ele, não houve prejuízo significativo na maçã. Os cerca de 400 metros quadrados do barracão foram destelhados e o vento derrubou uma porta. "Dos 1,2 mil hectares plantados apenas 30 foram atingidos".

Torcida é pela ausência de chuva nos próximos dias

Na região de Chapecó, a chuva não trouxe problemas para culturas como feijão, milho e soja, que acabaram de ser plantadas há pouco ou ainda estão sendo plantadas. Segundo o engenheiro agrônomo da Epagri, Celso Dal Piva, para o milho, o ideal é que não chova em duas semanas. A previsão é de que chova dentro da média em novembro e dezembro, mas se teme a distribuição dessa chuva ao longo do tempo.

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