Granizo traz prejuízos à rizicultura em Forquilhinha (SC)
CI
Agronegócio

Granizo traz prejuízos à rizicultura em Forquilhinha (SC)

Faltando um mês de começar a colheita de arroz no Extremo Sul Catarinense, rizicultores do município já contabilizam o prejuízo nas lavoura
Por:

A apenas um mês de começar a colheita de arroz no Extremo Sul Catarinense, rizicultores de Forquilhinha já contabilizam prejuízo nas lavoura. A redução na produtividade está associada à queda de granizo do início desta se- mana.

"O valor real do prejuízo só vamos saber depois da colheita, mas os danos indicam uma quebra em torno de 10%", afirma o plantador de arroz, Ludomir Westrup, que cultiva o grão há mais de 30 anos na comunidade de São Gabriel.

Os bairros mais atingidos foram São Pedro, Taquara, Santa Teresinha, Sanga do Café e São Gabriel. "A chuva teve duração de cerca de 15 minutos nos dois dias, mas foi o suficiente para danificar os cachos de arroz que estavam quase maduros e também os que estavam florescendo. O vento também contribuiu com a destruição", diz. Em Forquilhinha, quase 300 famílias plantam arroz. Porém o número de lavouras prejudicadas não foi contabilizado.

Na propriedade da família Macedo, que cultiva 32 hectares na comunidade de São Pedro, a projeção também é de redução de 10% na produtividade por causa da chuva de granizo.

"Só não vamos amargar um prejuízo ainda maior pelo fato de as pedras terem atingido os pés na fase em que os grãos não estão totalmente formados. Se tivéssemos em época de colheita a perda seria ainda maior", afirma o ri- zicultor Marcos Rocha Macedo, de 24 anos.

Na safra passada, Macedo colheu, em média, 130 sacas de 50 quilos por hectare. A expectativa para a atual safra era de 150 a 160 sacas antes das chuvas de granizo. "Estávamos otimistas com o aumento, mas devemos produzir quase a mesma quantia da safra passada", lamenta Rocha.

Sem perdas em Nova Veneza

A chuva de granizo caiu na maioria dos municípios da região Sul, no entanto, os agricultores não registraram perdas significativas.

"Em Nova Veneza, as lavouras não foram comprometidas uma vez que a chuva e o vento tiveram duração de poucos minutos", afirma o engenheiro agrônomo da Epagri que atua no município, Donato Lucietti.


Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink