BRASIL NA GUERRA

Grãos: Americanos cortam custos para não perder mercado

Por outro lado, investimento em insumos continua maior
Por: -Leonardo Gottems
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Os produtores norte-americanos de soja e milho estão tentando cortar o máximo de custos que podem para continuar competitivos contra os produtores do Brasil e da Argentina. Quatro anos seguidos de oferta expressiva reduziram a renda agrícola e tem colocado os produtores com altos custos sob pressão financeira.

Como reação, produtores dos Estados Unidos compraram sementes mais baratas, gastaram menos com fertilizantes e atrasaram compra de equipamento. Mas novas previsões de colheitas grandes e altos custos de combustível fazem do ano que vem seja um ano difícil, mais uma vez.

"A coisa mais lógica a fazer seria parar de produzir", afirmou o produtor Tom Giessel, de 64 anos, e que tem uma propriedade de dois mil hectares no Kansas. O agricultor cortou tudo que pode para reduzir custos, mas ainda amarga um prejuízo de US$ 15 mil somente em milho nesta temporada "Eu estou me queimando e não estou muito diferente do resto aqui", contou Giessel em reportagem da agência Reuters.

O setor agrícola dos Estados Unidos sofreu com aumentos de mão-de-obra, combustível e eletricidade. Os bancos também liberaram menos empréstimos para o setor. Mesmo com os corte expressivos dos produtores em insumos, os três items fizeram com que os custos de produção subissem 1,3% em 2017 - a primeira vez que houve aumento desde 2014.

O custo total dos insumos baixou de US$ 350,49 bilhões em 2014 para 310,29 bilhões em 2016, segundo o Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na John Deere, a queda de vendas nos Estados Unidos e Canadá foi de 5%. O mesmo aconteceu com o grupo Case New Holland.

Por outro lado, mesmo com todos esses cortes, o gasto dos americanos com insumos é ainda mais alto que no Brasil e na Argentina. A média de investimento latino-americano em soja é de US$ 115 por acre, enquanto nos Estados Unidos é de US$ 163 por acre. No milho, a Argentina investe US$ 200 por acre, enquanto os americanos colocam US$ 310 por acre.

Brasil e Argentina juntos possuem 42% do mercado global de milho, enquanto os Estados Unidos correspondem a 31% do mercado sozinhos.

 

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