Grãos e café – safras inesquecíveis
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Agronegócio

Grãos e café – safras inesquecíveis

A euforia aumenta com os números do café beneficiado no Brasil atingindo 47,2 milhões de sacas de 60 quilos, com um aumento de 19,6% sobre os dados de produção do ano passado
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Este ano vai ser relembrado por largo tempo como um daqueles que ficam por muito na memória. Os dados recém publicados pela Conab, em sua 12ª. previsão de safra e referentes ao ano agrícola 2009-10 confirmam um ano da graça para a agricultura brasileira (e por consequencia direta para a pecuária e os biocombustíveis). A soja tem os números mais impressionantes com uma produção de 68,69 milhões de toneladas que refletem robustos 20,2% a mais do que na safra passada. O milho de segunda safra, antes chamada de “safrinha”, gerou uma colheita de 20,04 milhões de toneladas, que faz somar 56,12 milhões de tons para o ano agrícola. A euforia aumenta com os números do café beneficiado no Brasil atingindo 47,2 milhões de sacas de 60 quilos, com um aumento de 19,6% sobre os dados de produção do ano passado.

O lado preocupante disto, por mais paradoxal que possa parecer, é que tanto os números de grãos como de café foram obtidos em uma área plantada menor do que no ano anterior, levando-se em conta também as variações obtidas nos plantios de arroz, feijão e algodão. Para a próxima safra já é possível prever uma queda na produção, em escala ainda impossível de se calcular. Os cereais e oleaginosas são muito suscetíveis a variações no seu período adequado de plantio. A seca que estamos experimentando neste fim de inverno já provoca atrasos de semeadura em algumas regiões importantes que geraram estes números grandiosos. Além disto a continuidade dos efeitos do fenômeno La Niña vai refletir no difícil andamento da safra vindoura.

O mesmo pode se passar com a cana-de-açúcar. Ainda com seus números recordes não fechados para a moagem do Centro-Sul, que pode se prolongar até final de novembro, já sabemos da grande probabilidade de não repetirmos esta safra no ano vindouro, em função também da seca aliada à falta de tratos culturais que se fizeram presentes nas duas ou três últimas temporadas.

Vamos então festejar estes números anunciados e estar preparados para um ano com produção menor, talvez bem menor.


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