SÉRIE

Greenpeace defende “política nacional” de transição à agroecologia

Última matéria da série com a Organização Não-Governamental
Por: -Leonardo Gottems
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Na última matéria da série exclusiva que o Portal Agrolink produziu com o Greenpeace, perguntamos como o que poderia impedir uma inflação generalizada de preços uma eventual proibição do uso de agrotóxicos, conforme apregoa a Organização Não-Governamental. “A inflação dos preços já vem ocorrendo e vai ocorrer ainda mais”, afirma Marina Lacôrte, especialista em Agricultura e Alimentação da ONG.

“A própria agropecuária tem muito a perder com o tipo de agricultura que o agronegócio defende – os efeitos das mudanças climáticas sobre essa atividade reduzirão a área apta para plantio, o que aumentará o preço dos alimentos”, justifica ela. 

Marina sugere a leitura do relatório “E agora José? O Brasil em tempos de mudanças climáticas”, do próprio Greenpeace, que traz projeções referentes ao aumento da temperatura em diferentes cenários. “Nele, é possível encontrar informações muito interessantes como em relação às possíveis variações no valor de produtos agropecuários em 2030, em decorrência das mudanças climáticas. As estimativas são de que por conta do aumento da temperatura média, o milho, por exemplo, terá aumento de 4 a 8% até 2030, enquanto que o arroz, de 10 a 21% no mesmo período. A atividade agropecuária no Brasil, baseada no uso massivo de agrotóxicos, é das maiores contribuintes para as emissões do país”, afirma.

“Muitos produtores já produzem de forma agroecológica. A longo prazo o custo do sistema tende a diminuir, após sua estabilização, conforme diminui a necessidade de insumos externos e aumenta-se o equilíbrio do sistema. Além disto, é justamente para mitigar possíveis consequências de um período de transição que o Greenpeace defende como solução uma política nacional, para que os produtores não sejam prejudicados enquanto se adaptam, pois é preciso apoio e incentivos para que a transição de sistemas possa ocorrer. A proporção desses estímulos deve ser no mínimo semelhante aos esforços que se concentrou na agricultura convencional até hoje. Com investimentos, incentivos, pesquisas, ciência e tecnologia voltadas para este tema, é possível”, conclui ela. 

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