Greve do setor agrícola argentino afeta grãos e gado

Agronegócio

Greve do setor agrícola argentino afeta grãos e gado

Os leilões de gado e os mercados de grãos estavam quase paralisados na Argentina na segunda-feira
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Os leilões de gado e os mercados de grãos estavam quase paralisados na Argentina na segunda-feira, enquanto os agricultores recusavam-se a vender seus produtos no quarto dia de protesto contra a política agrícola do governo.

A greve comercial contra as taxas de exportação, os programas emergenciais e outras questões reviveram um conflito amargo entre os fazendeiros e o governo que paralisou os mercados locais durante meses no ano passado no país que é um dos maiores fornecedores mundiais de carne, soja e milho.

Na segunda-feira, apenas 33 animais chegaram ao mercado de gado de Liniers, em comparação com os quase 3 mil animais no mesmo dia da semana passada. Não se esperava o comércio de milho, soja, trigo, outros grãos e sementes oleoginosas nas bolsas argentinas, onde moinhos, processadores, trituradores e transportadoras obtêm seus suprimentos.

Os fazendeiros afirmaram que o conflito prolongado afetou profundamente a indústria agrícola do país. "As fábricas de máquinas agrícolas estão fechadas, os caminhoneiros esperam para ver se arrumam um trabalho e os trabalhadores rurais estão sem ocupação", disse Eduardo Buzzi, presidente da Federação Agrária Argentina (FAA), um dos grupos do setor rural que organizam a greve, a uma estação de rádio local.

"É assim que a agricultura da Argentina fica sob os Kirchners", acrescentou ele, referindo-se à presidente Cristina Kirchner e ao seu marido e antecessor, Néstor Kirchner. A paralisação está prevista para prosseguir até sexta-feira, mas alguns líderes rurais afirmam que ela pode se estender por mais quatro dias.

A nova rodada de protestos foi deflagrada pelo veto da presidente a uma parte da lei de auxílio para casos de seca. Uma grave seca em boa parte das áreas agrícolas da Argentina afetou a colheita de trigo e a semeadura e aumentou ainda mais a revolta contra a política do governo.

Os fazendeiros afirmam que as medidas emergenciais do governo para ajudá-los a enfrentar a estiagem foram insuficientes ou implementadas de forma inapropriada.


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