Greve dos fiscais afeta exportação de carnes no PR

Agronegócio

Greve dos fiscais afeta exportação de carnes no PR

No Terminal de Contêineres do Porto de Paranaguá (TCP), houve uma redução de 20% a 30% na exportação de carnes como aves, suínos e bovinos
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A greve dos fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura já está trazendo impactos negativos para o agronegócio e as indústrias do Paraná. Só no Terminal de Contêineres do Porto de Paranaguá (TCP), houve uma redução de 20% a 30% na exportação de carnes como aves, suínos e bovinos. Por dia, o TCP movimenta de 200 a 300 contêineres com carnes. Segundo o presidente do terminal, Juarez Moraes e Silva, no geral são movimentados cerca de 800 contêineres diários. A exportação de vegetais e produtos agroflorestais ainda não foi afetada. "Caso a greve se estenda para a próxima semana, agrava muito a situação. Vai ser crítico", disse.

As montadoras de veículos e as indústrias de eletroeletrônicos que importam peças em embalagens de madeira também podem ser prejudicadas. Isso porque estas embalagens precisam passar pela inspeção dos fiscais. Outros setores que podem sofrer prejuízos são de rações, sementes, adubos, madeira e bebidas.

A FOLHA entrou em contato com a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) mas não teve retorno até o fechamento desta edição. A montadora Volvo, que atua na Cidade Industrial de Curitiba, informou que há peças paradas no Porto de Paranaguá como itens para eixo e câmbio. Estes produtos já passaram pela liberação da Receita Federal mas ainda aguardam a liberação dos fiscais agropecuários. A produção da montadora ainda não foi comprometida com a greve.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, disse que a maior dificuldade do setor com a greve dos fiscais federais agropecuários é o não cumprimento dos contratos de exportação, o que poderia trazer prejuízos imediatos e futuros ao setor avícola. As indústrias da área temem que ocorra suspensão de contratos e desvalorização do produto brasileiro na renegociação dos contratos. O Sindiavipar tem a expectativa de que o comando de greve e o governo federal cheguem a um entedimento rápido sobre o assunto.

Os fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura do Paraná decidiram manter a greve por tempo indeterminado em uma assembléia realizada ontem de manhã em Curitiba. Ontem, a categoria teve uma reunião em Brasília no Ministério do Planejamento para apresentar as reivindicações mas não foi possível chegar a um acordo.

Ontem, 400 caminhões aguardavam liberação na estação aduaneira de Foz do Iguaçu. Os fiscais estavam trabalhando apenas em regime de 30% do quadro efetivo. Segundo o presidente da Associação dos Fiscais Federais Agropecuários do Ministério da Agricultura no Paraná (Affama-PR), Clemente Martins, -há um grande volume de caminhões também do lado da Argentina e do Paraguai.

No Estado, há 206 fiscais federais agropecuários e 73% aderiram à greve. Entre as principais reivindicações da categoria estão a restruturação da carreira, a criação da Escola Superior de Fiscalização Federal Agropecuária e a realização de concurso público.


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