Gripe aviária preocupa exportadores de frango
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Agronegócio

Gripe aviária preocupa exportadores de frango

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A epidemia de influenza, ou gripe aviária, recém-descoberta no Japão acendeu o sinal de alerta no setor produtivo no Brasil. A Abef (associação que reúne exportadores) orientou as indústrias a proibir que pessoas que estiveram em áreas de criação de aves no Japão visitem aviários das empresas brasileiras. O Brasil é livre da doença. "É preciso cumprir um período de quarentena", disse Júlio Cardoso, presidente da Abef.

Cerca de 10 mil frangos morreram numa propriedade na cidade de Ato, 800 quilômetros a sudoeste de Tóquio desde dezembro. Testes confirmaram que o vírus é da cepa do H5N1, o mesmo tipo que está se espalhando por outras partes da Ásia, segundo o Ministério da Agricultura japonês. A doença matou milhões de aves também na Coréia do Sul e Vietnã. Nesse país, pelo menos três pessoas teriam morrido em decorrência da doença.

A Tailândia, onde se suspeitava da ocorrência da enfermidade, negou ontem ter o problema. O governo afirmou que mortes recentes de aves no país seriam consequência da cólera e bronquite. Por conta da epidemia, Hong Kong suspendeu as compras de frango do Japão e da Coréia do Sul. O Camboja também embargou as importações de países afetados.

Para Cardoso, da Abef, o problema sanitário na Ásia pode ser favorável às exportações brasileiras de frango. Mas ele reiterou que o Brasil precisa reforçar o controle para evitar riscos de contaminação.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a influenza pode se tornar um problema maior do que a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) para a Ásia. Segundo especialistas, a doença pode contaminar seres humanos através do contato com fezes de aves doentes. A OMS está checando se nove outras mortes de pessoas no Vietnã estão ligadas à gripe aviária. Conforme Peter Cordingley, da OMS, se o vírus desenvolver a habilidade de se espalhar através do contato humano, a influenza pode gerar uma grande crise de saúde. (AAR, com Dow Jones Newswires)


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