Grupo Farm alerta para sanidade no Mercosul

Agronegócio

Grupo Farm alerta para sanidade no Mercosul

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A Federação das Associações Rurais do Mercosul (Grupo Farm) entrega, hoje, na reunião do Conselho Agropecuário do Sul, composto por ministros de Agricultura de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia, documento que alerta para problemas na segurança sanitária animal na América do Sul. O encontro começou ontem em La Paz, na Bolívia. De acordo com o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) e da Farm, Cesário Ramalho da Silva, a fragilidade do controle sanitário em alguns países é uma ameaça para a região, especialmente ao Brasil, com extensas áreas de fronteira. Ramalho lembra que o trânsito de animais por terra no continente é significativo, o que favorece a disseminação de doenças, como a febre aftosa. "Temos imensa preocupação. Por isso, nosso desafio é um programa de segurança do bloco."

Um foco recente de aftosa na Colômbia numa propriedade próxima à fronteira com Equador e a vulnerabilidade de programas sanitários da Bolívia são as maiores preocupações. Segundo o consultor da Farsul, Luiz Alberto Pitta Pinheiro, a situação do país gerou recomendações do Comitê Veterinário Permanente do Mercosul e da Comissão de Saúde Animal, em julho, e será debatida nos dias 18 e 19, em Buenos Aires, na Argentina. Como os frigoríficos bolivianos não exportam carne, o país tem descumprindo as normas estabelecidas pela OIE, colocando em risco o trabalho feito em nações como Brasil e Uruguai. "Se você tem um vizinho que não se preocupa com a sua casa, isso pode acontecer na sua", pondera.

Além do descompasso sanitário, a fiscalização em áreas de alta vigilância na fronteira pode ser melhorada. No RS, a fragilidade é um dos obstáculos no avanço para o status de livre de aftosa sem vacinação, enfatiza o diretor técnico do Mapa, José Severo. Atualmente, apenas Santa Catarina é livre sem vacina.

Apreensões no RS

No primeiro semestre, foram apreendidos 121 bovinos na fronteira do Rio Grande do Sul com Argentina e Uruguai. Os animais entraram no Estado de forma clandestina, foram apreendidos, abatidos e a carne foi distribuída a entidades filantrópicas. Segundo o veterinário Rodrigo Etges, da Secretaria da Agricultura, a fiscalização aumentou, mas, neste momento, não é possível fazer um comparativo com 2008 pela modificação dos sistemas de controle.


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