Grupo quer equacionar passivo dos cafeicultores de MG

Agronegócio

Grupo quer equacionar passivo dos cafeicultores de MG

O Grupo de Trabalho definiu como principal objetivo o equacionamento do passivo com a repactuação das dívidas vencidas e vincendas
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O Grupo de Trabalho do Endividamento da Cafeicultura realizou sua primeira reunião ontem (31-10) e definiu como principal objetivo o equacionamento do passivo dos produtores com a repactuação das dívidas vencidas e vincendas. Durante a reunião, o presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita, e o assessor técnico do Conselho Nacional do Café (CNC), Jaime Payne, defenderam a adoção de descontos, redução de taxas de juros e carência do pagamento das parcelas até que os cafeicultores tenham, novamente, renda para manutenção e desenvolvimento da atividade e amortização de seus débitos.

Ao longo do encontro, os membros do GT foram unânimes em apontar a atual valorização do nosso câmbio como principal fator que vem prejudicando a geração de renda para os cafeicultores. Minas Gerais é o Estado mais prejudicado com essa situação cambial, pois a maior parte de sua produção utiliza mão-de-obra intensiva. Ou seja, tem suas receitas prejudicadas pela queda do dólar, sem os mesmos benefícios em seus custos, que, ao contrário, sobem em relação direta com o aumento dos salários, já que a mão-de-obra representa mais da metade dos custos de produção. As principais conseqüências são aumento do endividamento dos cafeicultores, incapacidade de pagamento dos financiamentos e perda da competitividade.

Dentro deste cenário financeiro desfavorável, o grupo definiu como principal objetivo o equacionamento do passivo dos produtores, com a repactuação das dívidas vencidas e vincendas, bem como propostas que possibilitem a solvência do setor. Em relação às dívidas, os representantes da Comissão Nacional do Café da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e do CNC (Conselho Nacional do Café) defenderam a adoção de descontos, redução de taxas de juros e carência do pagamento das parcelas até que os cafeicultores tenham, novamente, renda para manutenção e desenvolvimento da atividade e amortização de seus débitos.

Já no que tange à geração futura de renda, o grupo deverá promover discussões entre seus membros para estudar ações que possibilitem redução de custos e adoção de instrumentos de política agrícola que promovam sustentação nos preços.

O GT foi criado ao longo da reunião extraordinária do CDPC (Conselho Deliberativo da Política do Café), realizada no dia 24 de outubro, ocasião em que a empresa de consultoria Agroconsult expôs a “Avaliação das condições de

rentabilidade, do perfil do endividamento e da capacidade de pagamento da cafeicultura em Minas Gerais”. As informações são da assessoria de imprensa do CNA.


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