GSI Group investe R$ 27 mi em sistemas de armazenagem

Agronegócio

GSI Group investe R$ 27 mi em sistemas de armazenagem

Empresa inaugurou ontem, em Marau/RS, uma unidade de fabricação de silos
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São Paulo - A empresa norte-americana GSI Group, sediada em São Francisco, nos EUA, líder mundial em soluções para o agronegócio, aposta no mercado brasileiro para triplicar seu faturamento em dois anos. Para isso, o braço da empresa no País, que já investiu mais de R$ 27 milhões na adaptação e implantação de uma unidade para a fabricação de sistemas de armazenagem, e equipamentos para a produção de aves e suínos no Rio Grande do Sul, já estuda novos investimentos no centro-oeste, nordeste e norte brasileiro.


A GSI Brasil, que já atua no mercado nacional desde 1998, quando adquiriu a empresa Avemarau, na área de fabricação e comercialização de equipamentos para a criação de aves e suínos, inaugurou ontem a extensão em sua unidade de Marau (RS), voltada para a fabricação de silos, tecnologia que a companhia já domina nas mais de 10 fábricas espalhadas pelo mundo. Com mais de 2.500 funcionários, a GSI, que foi criada em 1972, atua na pesquisa, desenvolvimento e produção de novas tecnologias, que possibilitem maior produtividade e rentabilidade na atividade agroindustrial, gerando mais valor para a cadeia produtiva e mais alimentos para o mundo.

O presidente da filial brasileira da GSI, Sidney Del Gaudio, disse, com exclusividade ao DCI, que a ideia de expandir a área de atuação no País surgiu em 2008, e contou com a previsão de investimentos na ordem de R$ 20 milhões inicialmente, para a implantação de uma unidade em Brusque, em Santa Catarina. Entretanto, com a crise econômica global, a empresa, que ainda não havia começado a operar na unidade catarinense, teve de abortar os planos de expansão. "Em 2008, a companhia resolveu fazer um investimento bastante pesado para instalar uma fábrica em Brusque (SC), para entrarmos forte nesse segmento. Entretanto, a crise mundial, que começou em meados de 2008, nos acertou em cheio, pois estávamos investindo e não tínhamos um volume de negócios concretizado ainda. Então, abortamos o projeto. Ficamos fora do mercado de armazenagem durante dois anos e agora tomamos a decisão de consolidar essa planta só que em Marau", completou o executivo ao DCI.


Na área de equipamentos para nutrição animal a companhia fatura hoje no País cerca de R$ 100 milhões, e em dois anos a expectativa é que com as duas operações a empresa salte para mais de R$ 250 milhões. "O mercado para isso já existe e está demandando mais silos a cada ano, pois as safras estão cada vez maiores, e não podemos diminuir nossas produções. O Brasil tem um déficit de armazenagem estática hoje dependendo do tipo de grão que vai de 18% a 30%, e se não tiver investimentos nesse segmento essa porcentagem irá aumentar, e isso não é bom para ninguém porque perde-se a habilidade de armazenar e tirar proveito da venda desse grão no momento oportuno", garantiu Gaudio.

O executivo disse que antes mesmo do anúncio oficial da nova atuação da empresa ser formalizado muitos interessados em adquirir projetos da GSI fizeram contato. Para ele, esse é o melhor sinal de que os investimentos foram bem-sucedidos. "Os sinais que recebemos sobre o bom andamento de nossos negócios são muitos, o reconhecimento mundial da nossa marca, e o simples fato de voltarmos ao mercado brasileiro nos rendeu grande quantidade de requerimentos de projetos". Em dois anos a área de armazenagem de grãos passará a representar mais de 60% do faturamento da companhia no Brasil, e o País saltará dos 7% de representatividade nos negócios mundiais da GSI Group, para mais de 10%. Gaudio afirmou que além desse projeto já estuda uma nova unidade no nordeste brasileiro, no qual já possui parceiros comerciais para essa implantação. "Nós já estamos prospectando essa região, temos aproximadamente quatro parceiros que estamos trabalhando. Entraremos com fábricas para armazenagem e nutrição animal nessa região. Hoje o mercado nordestino já é muito prospero para nós, vendemos muito lá".


Além da Região Nordeste, a GSI observa atentamente as Regiões Centro-Oeste e Norte, que segundo ele ainda é bastante jovem em relação a boas práticas na agricultura, e demandará muita tecnologia. "O mercado de grãos na Região Sul é bastante maduro, existem mercados ainda em desenvolvimento com um potencial fabuloso de produção, que é o centro-oeste e o norte. A quantidade de novos planos e projetos para esta região nos faz pensar que tão logo tenhamos a nossa capacidade em Marau esgotada e voltaremos nossos olhares para estas áreas. Começando pelo nordeste, onde já estamos estudando", disse ele, acrescentando que não descarta a possibilidade de futuras aquisições para essa ampliação. "Havendo demanda a empresa se fará presente. A GSI com base em diversos países tem no Brasil a sua maior expectativa de crescimento, e iremos investir o quanto for necessário. Nosso crescimento também pode passar por um processo de compra de potenciais players do mercado, não temos nada ainda, mas essas possibilidades estão sempre no nosso radar", finalizou.

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