GT Foods quer figurar entre as dez maiores avícolas do Brasil
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Agronegócio

GT Foods quer figurar entre as dez maiores avícolas do Brasil

Proprietária das marcas Frangos Canção, Gold Frango e Mister Frango, companhia mira lucro de R$ 1 bilhão e fabricar desde ração, na base, até farinha e óleo de restos
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Proprietária das marcas Frangos Canção, Gold Frango e Mister Frango, companhia mira lucro de R$ 1 bilhão e fabricar desde ração, na base, até farinha e óleo de restos

Com investimentos previstos para melhoria e ampliação de incubatórios e aviários, a GT Foods pretende galgar à posição de uma das dez maiores companhias avícolas do Brasil. Atualmente, está em 12º lugar no ranque nacional; no Paraná, que é onde mais se produz frango no País, ocupa a 6ª colocação, produzindo 5% da oferta estadual.


O grupo espera faturar R$ 1 bilhão neste ano, com crescimento de 20% sobre o lucro obtido em 2011. O investimento empenhado para a estrutura física do negócio é de R$ 50 milhões, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Devem receber divisas as áreas de produção de matrizes e ovos, logística e criação.

Em números consolidados, a GT Foods abate400 mil aves por dia - o suficiente para abastecer mais de 60 milhões de brasileiros por ano, considerando o consumo per capita do País. "A previsão para 2012 é alcançar a marca de 420 mil aves por dia", afirma o diretor da empresa, Rogério Gonçalves. O volume projetado equivale a 1,5 bilhão de frangos abatidos por ano - consumo de 72 milhões de pessoas. Iniciada em 1992, na cidade de Maringá, a história da GT Foods é baseada em uma série de aquisições: primeiro foi a vez do Abatedouro Maringá, que rendeu à companhia um salto de 100% na produção - de mil para dez mil cabeças abatidas por dia; em 2009, o grupo comprou o frigorífico Gold Frango, no município de Terra Boa; e, por fim, no ano passado, adquiriu a Mister Frango, em Paranavaí, que fez a produção do conglomerado crescer 62%.

"Hoje, o GT Foods é a 12ª empresa no ranque das avícolas do País e a 6ª no ranque paranaense. Projetamos fazer parte das dez maiores empresas [avícolas] no País, um crescimento importante dentro da nossa história", havia declarado o outro diretor da empresa, Ciliomar Tortola.


Estrutura industrial

O negócio do grupo é estruturado sobre 26 plantas industriais que se espalham por várias cidades paranaenses. A estação de recria, em Douradina, reúne cinco núcleos com capacidade para criar 280 mil matrizes. Galos e galinhas produzidos lá seguem para três granjas de matriz, em Mirador, Rondon e Marilena, nas quais se abrigam 540 mil matrizes.

Em São Manoel do Paraná, dez milhões de pintinhos são incubados a cada 21 dias, antes de irem para as granjas de engorda. Os frangos são criados em 68 plantas próprias (com capacidade para 2,2 milhões de aves) e 850 locais de produção integrada, com produtores rurais de pequeno porte, em cerca de 30 municípios do Paraná - acrescentam-se aí outras 12 milhões de cabeças.

O abate dos animais é feito em quatro cidades: Maringá, Terra Boa, Paraíso do Norte e Paranavaí. Hoje, as plantas trabalham com capacidade de abater 400 mil cabeças por dia, ou 800 mil toneladas de frango (levando em conta que cada ave pese, em média, 2,2 quilos).


Subprodutos e ração

Toda a cadeia produtiva é sustentada por uma produção de ração autossuficiente e em trajetória de crescimento. A GT Foods detém quatro plantas para a produção do insumo, com capacidade de fabricar 90 mil toneladas de ração por mês, destinando-as às granjas de recria de matrizes e de produção de ovos e para cerca de 700 aviários externos ao grupo.

A quarta fábrica de ração da companhia foi inaugurada na cidade de Indianópolis, na região norte do Paraná, com ritmo para fazer 70 toneladas por hora. "Para atender os investimentos e aumento de produção de matrizes e ovos previstos para 2012, a fábrica receberá investimento de R$ 2,9 milhões", diz Tortola.

No lado oposto da produção, os restos do frango são utilizados para a composição de farinhas de pena e de vísceras e óleo. São duas fábricas, em Maringá e Paranavaí, responsáveis por esse tipo de mercadoria, com resultados de 40 mil toneladas por ano. As farinhas e o óleo são destinados à fabricação de ração animal. A planta de Maringá está habilitada a exportar os insumos.


Além de garantir que faz negócio em "todo o território nacional", a GT Foods embarca produtos para 50 países, incluindo o Oriente médio, a África, o Japão e a Venezuela, considerados "mercados exigentes" pela companhia. As exportações correspondem a mais de 63 mil toneladas por ano.

Algumas plantas industriais do grupo estão em processo de habilitação para, futuramente, realizar embarques para a África do Sul, o Canadá e o Mercado Comum Europeu.

Frango paranaense

O Paraná é o principal estado produtor de carne de frango no País. No ano passado, o resultado da produção estadual foi de 13,059 toneladas - crescimento de 6,8% sobre o ano anterior -, de acordo com a União Brasileira de Avicultura (Ubabef). Cerca de 30% desse total foram destinados às exportações, que renderam US$ 2,048 bilhões ao estado, com 1,036 bilhão de toneladas enviadas para o exterior, segundo o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar).

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