TENDÊNCIAS

Guerra comercial vai definir preço da soja

Preços tendem a se manter próximos aos níveis atuais
Por: -Leonardo Gottems
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China e Estados Unidos terminam uma reunião de dois dias sem acordo efetivo sobre a chamada “guerra comercial”. Ainda há especulações sobre a possibilidade de taxação da China sobre soja norte-americana. Se isto realmente acontecer, diz a T&F Consultoria Agroeconômica, “as cotações em Chicago tenderão a cair, porque vai sobrar soja nos EUA, aumentando os estoques finais, e os prêmios no Brasil voltarão a aumentar, porque deverá aumentar a demanda”. 

Se, ao contrário, houver um acordo e as sanções não forem aplicadas, os movimentos serão inversos. “Mas, em ambos os casos, os preços tendem a se manter próximos aos níveis atuais, de R$ 80,00/saca, um pouco mais, um pouco menos, o que nos leva à consideração de que é melhor vender a este nível agora e aplicar o dinheiro no mercado financeiro, aumentando ainda mais a renda, do que correr riscos para vender mais tarde”, diz o analista Luiz Fernando Pacheco. 

Os números de exportação dos EUA confirmam ausência de China como destino da soja, que está comprando apenas do Canadá e Brasil, segundo a Bunge. “Mas, isto poderá ser alterado se houver acordo com os chineses”, alerta Pacheco. Os dados do MDIC, de exportação brasileira de soja desta semana, registraram embarques de 10.259,1 mil tons de soja, cerca de 16,4% a mais do que a mesma semana do mês anterior, embora 1,7% a menos do que a mesma semana do ano passado.

O plantio de soja americana está em 10%, o cenário climático para o país é favorável, com uma boa mistura de tempo aberto, temperaturas mais quentes e chuvas regulares. De acordo com o analista da T&F, este é um ponto negativo em Chicago: “Imagine-se a hipótese, por enquanto nem mesmo mencionada no mercado, de aumento da produção de soja nos EUA e implantação de tarifas por parte da China. Chicago iria desabar”.

“O elemento positivo para os preços no Brasil, daqui até setembro próximo, será o dólar, cuja tendência estará ao sabor das tendências dos candidatos à presidência do país e da política de juros nos EUA”, conclui Pacheco. 

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