Guerra no Iraque pode gerar maiores custos ao exportador de suíno


Agronegócio

Guerra no Iraque pode gerar maiores custos ao exportador de suíno

Por: -Admin
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O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), José Adão Braun, destacou que a guerra no Iraque poderá trazer conseqüências às indústrias exportadoras de carne. "Apesar do Brasil não ter o Iraque como um destino da carne suína, até pela questão da religião árabe, acreditamos que possa haver dificuldades para o setor suinícola, que tem grande participação naquele mercado", comenta.

Segundo Braun, há um grande receio de que o conflito em território iraquiano possa ocasionar um encarecimento nos fretes e nos seguros das cargas exportadas, o que poderia criar um maior ônus para as indústrias que tem participação no mercado externo, fato que atingiria, conseqüentemente, a cadeia suinícola.

A ABCS está preocupada com relação às novas quotas de importação impostas pelo mercado russo para as carnes bovina, suína e de frango. "Existe uma forte pressão dos russos para que se reduza a entrada de carne por lá. Aqui no Brasil, estima-se que a carne suína seja afetada com a medida em 22%. Assim, se houver uma proporcionalidade com as exportações do ano passado, de 475 mil toneladas, poderíamos vender ao mercado russo uma quota máxima de 360 mil toneladas e isso nos afeta muito diretamente, explica.

Diante dessas perspectivas negativas com relação à Rússia, a ABCS quer ações imediatas por parte do governo, no sentido de formar parcerias entre produtores e agroindústrias, visando uma redução na produção de suínos. "É necessário promover uma adaptação da produção às demandas internas e externas, já que não é mais possível ficar produzindo mais do que o mercado absorve", argumenta.

Braun entende que é preciso haver um grande cuidado com relação a outros mercados, pois de uma hora para outra uma situação de tranqüilidade, como a apresentada pelo mercado russo, por exemplo, pode mudar, o que pode fazer com que ocorra uma quebradeira geral das empresas. "É preciso uma adequação dos setores ao potencial do Brasil, porque temos capacidade para colocar no mercado, de uma hora para outra, cerca de 500 mil toneladas a mais de carne suína. Assim é preciso cuidado para que não tenhamos de reduzir a produção por obrigação, comprometendo a qualidade genética dos rebanhos e a economia do país como um todo", finaliza o presidente da ABCS.


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