Há 25 anos, Fundag apóia desenvolvimento de pesquisas para fomentar o agronegócio Paulista

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Há 25 anos, Fundag apóia desenvolvimento de pesquisas para fomentar o agronegócio Paulista

De acordo com Carbonell, cerca de 30% dos recursos do IAC são oriundos da iniciativa privada e mantidos pela Fundag
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De acordo com Carbonell, cerca de 30% dos recursos do IAC são oriundos da iniciativa privada e mantidos pela Fundag

O governo do Estado de São Paulo, sob o comando do governador Geraldo Alckmin tem o compromisso de desenvolver o agronegócio. Nesse sentido, Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag) que atua há 25 anos, já contribuiu para fomentar as atividades científicas no Estado, participando de mais de 1.900 projetos apoiando cerca de 30 instituições de pesquisa e inovação tecnológica.

A história da Fundag é ligada ao Instituto Agronômico (IAC). Quando fundada, seu nome, inclusive era Fundação IAC. “O papel da Fundação é dar suporte as instituições de pesquisa, estreitar as relações entre os institutos e a iniciativa privada para o desenvolvimento de novas tecnologias e inovações”, afirmou OrivaldoBrunini, pesquisador da Secretaria de Agricultura e diretor-presidente da Fundação.

De 2010 a 2015, 539 projetos de pesquisa dos institutos e polos regionais de pesquisa ligados à Agência Paulista de Tecnologia dos Agornegócios (Apta) foram desenvolvidos em conjunto com a Fundag. Isso representa 76% de todos os projetos da Agência realizados com fundações de pesquisa.

De acordo com Orlando Melo de Castro, coordenador da Apta, no biênio 2014-2015, o orçamento foi de R$ 616,4 milhões, sendo 75% desses recursos oriundos do Governo do Estado, 17,6% da iniciativa privada, 4,2% das agências de fomento estaduais e federais e 3,2% do Fundo Especial de Defesa.

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, falou sobre a importância desses investimentos “Todos nós sabemos da importância da pesquisa científica, principalmente a agropecuária, que alimenta as pessoas, mas precisamos diversificar os recursos para compor o orçamento”, explicou.

A meta é ter 30% de participação privada. “Iniciativas como o Marco Legal da Ciência e Tecnologia, a Resolução nº 12 assinada pela Secretaria de Agricultura e a criação dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), também pela Secretaria de Agricultura, facilitarão a busca por recursos e trarão mais agilidade aos projetos com a iniciativa privada”, afirmou Arnaldo Jardim.

 “Temos um dos maiores índices de participação privada em nosso orçamento, o que mostra a aplicabilidade de nossos projetos de pesquisa e a credibilidade de nossas instituições junto ao setor produtivo. O trabalho em parceria com a iniciativa privada é muito importante para nós, pois nesses projetos temos o compromisso com os resultados, diferentemente dos projetos com recursos estaduais, em que precisamos mostrar muito mais como aplicamos o recurso do que os resultados que alcançamos”, afirmou Castro.

Interação

Os diretores de institutos e de centros de pesquisa ligados à Apta falaram sobre os projetos desenvolvidos em parceria com a Fundag. O diretor-geral do IAC, Sérgio Augusto Morais Carbonell, mostrou a importância na Fundação para a viabilização de parcerias com a iniciativa privada e para contratação de pessoal.

De acordo com Carbonell, cerca de 30% dos recursos do IAC são oriundos da iniciativa privada e mantidos pela Fundag em 196 projetos de pesquisa. “A Fundag não nos auxilia apenas na questão de recurso financeiro, mas também em recursos humanos. Os contratados via Fundação representam 25% do nosso quadro de servidores”, disse Carbonell.

O pesquisador e diretor do Centro de Cana IAC, Marcos Guimarães de Andrade Landell, o pesquisador e diretor do Centro de Citricultura IAC, Marcos Antonio Machado, e o pesquisador do instituto, José Alberto Caram de Souza Dias, apresentaram exemplos de projetos desenvolvidos pela Fundag com os programas Citros, Cana e Batata do Instituto Agronômico.

O diretor-geral do Instituto Biológico (IB), Antonio Batista Filho, também apresentou exemplos de projetos do IB como as pesquisas em sanidade avícola, assessoramento de biofábricas, monitoramento de resíduos de alimentos, pragas urbanas, inauguração de laboratórios e programas de transferência de tecnologia, como o Programa de Sanidade em Agricultura Familiar (Prosaf) e o Planeta Inseto. “É de interesse institucional a relação com as fundações de pesquisa. Sem elas, perderíamos recursos financeiros e humanos”, afirmou.


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