Agronegócio

Há um mês funcionando em MT, linha para novos armazéns tem R$ 40 mi em análise

Por: -Leandro J. Nascimento
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No primeiro mês em funcionamento em Mato Grosso a linha especial destinada a financiar a construção de armazéns registrou R$ 40 milhões em propostas sob avaliação do Banco do Brasil. É o que indicou levantamento preliminar fornecido ao Agrodebate pela Superintendência do BB no Estado. Segundo o agente financiador, as primeiras liberações de recursos podem ocorrer ainda neste mês.


"Esta é uma linha voltada ao financiamento da produção própria e há uma procura pelos recursos", diz o gerente de Mercado do Agronegócio da superintendência do Banco do Brasil, Brasiliano Borges.

O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) está inserido no Plano Agropecuário Brasileiro para o ano agrícola 2013/14 e prevê R$ 25 bilhões em cinco anos para financiar as obras. No primeiro, será um quinto deste valor, R$ 5 bilhões.

Mas o próprio Banco do Brasil, um dos agentes autorizados pelo governo a operar a linha, começou a operacionalizá-la quase dois meses após o lançamento do Plano. Entre os motivos, a demora pelo próprio governo em estabelecer qual seria a fonte financeira da linha de crédito, conforme mostrou reportagem de Agrodebate.


O BB também dependia da regulamentação pelo Banco Central das condições e normas que seriam adotadas.

De acordo com o superintendente do Banco em Mato Grosso, há um esforço concentrado para que os recursos sejam liberados de forma ágil, desde que os projetos estejam de acordo com as exigências do agente financiador.

Além do projeto técnico, o agricultor também precisa apresentar três licenças emitidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente: a prévia (que dá carta branca para fazer o projeto), a de instalação (autoriza o início da construção) e a de operação (a unidade armazenadora podendo iniciar suas atividades). Por sua vez, a Sema prometeu atender as demandas do setor produtivo mais de forma mais rápida. Ainda, que readequou as exigências para obtenção das licenças.


"Reduzimos a quantidade de itens e deixamos o que era extremamente necessário. Tínhamos um roteiro que não era específico para a armazenagem de grãos, mas para atividades agropecuárias e isso podia causar algumas dúvidas nos produtores e também nos próprios engenheiros que elaboravam o projeto, em relação à necessidade ou não de determinadas informações. Hoje esse projeto será feito em cima de um roteiro específico para a atividade de armazéns de grãos", diz a superintendente de Infraestrutura e Serviços da Sema de Mato Grosso, Lilian Ferreira dos Santos.


Em todo o Brasil o governo prevê que com os R$ 25 bilhões será possível construir nos próximos cinco anos unidades para receber entre 68 a 73 milhões de toneladas. O país registra um déficit de armazenagem em 62 milhões de toneladas.

Em Mato Grosso a capacidade estática é para receber 29 milhões de toneladas de grãos. No entanto, somente neste ano a produção agrícola total aproximou-se de 46 milhões de toneladas nesta temporada 2012/13.
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