Heinze comemora liberação de recursos para setor orizícola gaúcho

Agronegócio

Heinze comemora liberação de recursos para setor orizícola gaúcho

O dinheiro garantirá a venda, pelo preço mínimo, de um milhão de ton por meio do PEP e outras 360 mil ton via AGF
Por: -Marianna
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Finalmente, depois de muitas reuniões e audiências com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, e com técnicos da área econômica do governo federal, foi anunciado a liberação de recursos para apoiar a comercialização de parte do arroz da safra 2010/11.


O dinheiro garantirá a venda, pelo preço mínimo, de um milhão de toneladas por meio do PEP e outras 360 mil toneladas via AGF. Nessa última modalidade, a Superintendência da Conab/RS já está autorizada a adquirir 88 mil toneladas neste mês de fevereiro.

Diante da crise por que passa o setor, tema que o deputado federal Luis Carlos Heinze conhece muito bem, é produtor de arroz e líder de movimento classista desde os anos 80, ele entende que apenas esses mecanismos não serão suficientes, pois a safra gaúcha e catarinense será de aproximadamente nove milhões de toneladas. “Fica claro e evidente que o apoio do governo para apenas 1,36 milhão de toneladas está muito longe de resolver o grave problema”, disse.


Assim, após o anúncio, na quinta-feira, dia 10 de fevereiro, Heinze voltou a se reunir com os secretários Executivo do Ministério da Agricultura, Gerardo Fontelles, e de Política Agrícola, Edilson Guimarães, e com o técnico José Maria dos Anjos, para falar sobre a necessidade de outros mecanismos complementares e cobrar a resolução dos sérios problemas dos EGF’s da safra 2009/10, que somam R$ 340 milhões e que começam a vencer a partir deste mês.

Heinze também esteve reunido no Ministério da Fazenda com o secretário-adjunto da Secretaria de Política Econômica, Gilson Bittencourt ,e assessores, com a mesma pauta.

AS PROPOSTAS APRESENTADAS:

a) PEP: Aumento do prêmio e do volume de arroz a ser comercializado por esse mecanismo

b) AGF: Ampliar a quantidade de arroz adquirido nessa modalidade. Um levantamento feito pela Conab/RS revela que há disponibilidade de armazenamento próximo a 900 mil toneladas.

c) PROP: Esse mecanismo visa complementar o preço que a indústria está pagando com relação a um valor futuro na ordem de R$ 30,00 para o mês de outubro de 2011. Nesse exemplo, a indústria remunera com R$ 24,00 e o governo subsidia com R$ 6,00. Para esse mecanismo solicitamos recursos para três milhões de toneladas com oferta de até 500 mil toneladas/mês a partir de março até agosto.


d) CONTRATO DE OPÇÃO PÚBLICO: Oferta de 500 mil toneladas com escala de preço da ordem de R$ 30,00 para o mês de outubro.

e) EGF SAFRA 2009/10: De acordo com informações da superintendência do Banco do Brasil há um saldo a ser pago desse financiamento de R$ 340 milhões, com vencimento a partir deste mês. Participei de audiência com o vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil, Luis Carlos Guedes Pinto, e com o diretor de agronegócios, José Carlos Vaz. Prometeram um parecer para esta semana.

f) EGF SAFRA 2010/11: Liberação de R$ 1 bilhão do Banco do Brasil e demais instituições financeiras. Parte do recurso subsidiará o pagamento do EGF 2009/10 e outros R$ 660 milhões serão aplicados em novos empréstimos.

g) CREDENCIAMENTO DE ARMAZÉNS: Em função da emergência e da gravidade do assunto pedimos a simplificação desse processo tanto para pessoas físicas como jurídicas.

IMPORTANTE:

I - Para que os mecanismos de PEP e PROP funcionem e atinjam o objetivo de remunerar o produtor, é fundamental que os orizicultores, cooperativas, indústrias e tradings estejam juntos e atuando como uma verdadeira cadeia produtiva.

II – Recebo diariamente diversas ligações de produtores que afirmam que esses mecanismos não irão funcionar. Há denúncias de que as indústrias e cooperativas não irão repassar os valores devidos integralmente aos produtores. No entanto, vale lembrar que em 2001, quando passávamos por um problema semelhante, não tivemos problema algum, graças à união do setor.


Agora, é necessário que em cada município a Associação dos Arrozeiros, o Sindicato Rural, o Conselho do Irga, as indústrias e cooperativas se organizem, debatam o assunto e fortaleçam o início da cadeia – o produtor rural.

PAUTAS POSTERIORES:

a) Solução para os arrozeiros catarinenses que foram afetados pelo furacão Catarina em 2008. Também para os gaúchos que tiveram prejuízos na safra 2010.

b) Resolução para o endividamento geral dos arrozeiros a exemplo do que já estamos trabalhando para outros produtos.

c) Assimetrias do Mercosul: já iniciamos uma primeira conversa com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior e das Relações Exteriores. Na semana passada, com o apoio da senadora Ana Amélia Lemos protocolamos os pedidos oficiais para reiniciarmos essas discussões em Brasília junto com as entidades representativas do setor.

d) Finalmente colocamos que para o êxito da nossa missão precisamos da união das entidades e que os produtores estejam mobilizados para podermos encontrar soluções definitivas.

“A lavoura de arroz sempre foi um marco na história do nosso estado e com certeza, continuará sendo o futuro”, afirmou Heinze.

As informações são da assessoria de imprensa do deputado federal Luis Carlos Heinze.
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