Hora de driblar preços altos de alimentos com produtos substitutos
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Agronegócio

Hora de driblar preços altos de alimentos com produtos substitutos

Cerca de 160 produtos esquisados pelo IPCA, 30 estão mais baratos que há 12 meses
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Embora os alimentos pressionem a inflação, diversos itens alimentícios tiveram redução de preços. Apesar de os alimentos terem sido os maiores responsáveis pela aceleração da inflação no mês de março, o consumidor pode encontrar na feira e nos supermercados produtos substitutos, que hoje estão mais baratos do que há um mês e até mesmo mais em conta na comparação com o ano passado.

Levantamento do JC mostra que, da cesta de cerca de 160 produtos alimentícios pesquisados pelo IPCA, índice oficial da inflação, 30 estão mais baratos que há 12 meses. Em vez da batata inglesa – que subiu mais de 37% em março e está cerca de 23% mais cara em relação aos preços praticados há um ano –, por que não trocá-la pelo inhame? De acordo com o IPCA, esse outro tubérculo registrou uma redução de 13,32% em março no Recife. E por que não o jerimum, que está 33% mais barato este ano?

O feijão-carioca, em nível nacional, aumentou na comparação com fevereiro, mas, no ano, caiu bastante de preço no Recife (31%). O mesmo ocorreu com o grupo de cereais e leguminosas, que estão mais baratos este ano em cerca de 11%. Farinha de mandioca, a própria macaxeira, cebola e frango inteiro são outros produtos que tiveram redução de preços superiores a dois dígitos nestes últimos 12 meses.

Os preços sofrem a influência também de outras praças, já que o IPCA é nacional. Localmente, a cesta de produtos pesquisados pela Ceasa apontam para outros alimentos com redução de preços, inclusive o tomate, um dos “vilões” mostrados pelo IPCA. Segundo Marcos Barros, chefe de formação de mercado agrícola da Ceasa, todo produto agrícola depende das condições climáticas. “E este ano as coisas estão mais favoráveis do que em 2013.” Na sua avaliação, em 2014 a tendência é de normalização de preços, apesar do pico inflacionário.

O problema é que essa redução não é generalizada e o clima ainda afeta, por exemplo, a produção das frutas, talvez num peso muito maior do que o registrado pelo alívio nas hortaliças. “O preço do coco é de alta. As frutas este ano ainda disparam. Isso tem a ver com a seca, que se instalou desde 2011. Nessas culturas, o coco, por exemplo, cuja a safra foi dizimada, leva três anos para se recuperar”, comenta o especialista.

De acordo com o relatório mensal da Ceasa sobre o preço dos alimentos, houve redução de valores nos grupos de hortaliças (26,06%) e nos cereais (6,87%), enquanto que as frutas aumentaram 24,10% e as carnes/laticínios, 20,95%. O sistema produtivo ainda enfrenta dificuldades por conta da irregularidade das chuvas e diminuição do nível dos reservatórios e mananciais destinados à irrigação.

Barros explica ainda que, mesmo com a baixa de grupos de alimentos, o patamar atual de preços é mais elevado do que há 5 anos, tempo de consolidação para os preços históricos médios dos produtos. “Em 2009, o quilo do tomate era R$ 0,90 (na Ceasa). Hoje está em R$ 1,20”, exemplifica. Além do clima, influenciam os preços o aumento do custo de produção e mão de obra, além do frete desses itens.

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