Hora de vacinar o rebanho contra a febre aftosa no ES

Agronegócio

Hora de vacinar o rebanho contra a febre aftosa no ES

Começou no dia 01 de novembro, a 97ª campanha de vacinação contra a febre aftosa nos rebanhos capixabas
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Até o dia 30 de novembro cerca de 2,1 milhões de animais, entre bovinos e bubalinos, devem ser vacinados no Espírito Santo. Os produtores não podem esquecer de pagar a taxa obrigatória do Fepsa

Começou no dia 01 de novembro, a 97ª campanha de vacinação contra a febre aftosa nos rebanhos capixabas. Até dia 30 de novembro, devem ser vacinados 2,1 milhões de animais bovinos e bubalinos (búfalos) do Espírito Santo.

“Precisamos obter um alto índice de vacinação, porque isso garante ao Espírito Santo a manutenção da condição de zona livre de febre aftosa com vacinação. Essa garantia assegura nossa exportação para qualquer parte dos países da União Europeia, mercado que melhor remunera a carne brasileira”, comenta o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar/ES), Neuzedino de Assis.

A ausência de febre aftosa assegura mais qualidade nos produtos ofertados ao consumidor, proporcionando competitividade no mercado e, consequentemente, mais renda.

Atualmente são realizadas duas etapas de vacinação de bovinos e bubalinos, por ano. “Almejamos, até 2012, eliminar pelo menos uma das etapas da vacinação, ficando somente com a imunização dos animais de até dois anos de idade”, enfatiza Neuzedino.

Há 14 anos o Estado não verifica casos da enfermidade. Segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária e Floresta do Espírito Santo (Idaf), na última etapa da campanha, que aconteceu em maio deste ano e abrangeu bovinos e bubalinos com até 24 meses de idade, foram imunizados 836.651 animais, o que corresponde a uma cobertura vacinal de 94,66%.

É importante ressaltar que é proibida a vacinação contra a febre aftosa em caprinos, ovinos e outras espécies. Estes animais são importantes para o monitoramento da circulação do vírus no ambiente, não podendo, portanto, serem imunizados.

Procedimentos do produtor
Na compra das vacinas, a ficha do produtor rural fornecida pelo Idaf tem que ser apresentada e a nota fiscal exigida. É importante que o produtor confira se as vacinas estão armazenadas em temperatura correta – entre 2º e 8º C – e as transporte em caixa térmica (isopor) com gelo.

Após a imunização, o pecuarista deve comparecer, imediatamente, no escritório local ou posto de atendimento do Idaf, portando a nota fiscal da vacina, a ficha do produtor rural e a declaração de vacinação. Esta última é fornecida pela loja revendedora no ato da compra da vacina e deve ser preenchida com os dados cadastrais do rebanho: o número de animais, sexo e faixa etária. O prazo máximo para o produtor apresentar os documentos no Idaf é 10 de dezembro. Após esse dia, ele receberá multa por atraso.

De acordo com o Idaf, nesta etapa, estão sendo solicitadas na declaração mais informações sobre o quantitativo de animais das diversas espécies existentes nas propriedades. Dessa forma, será possível ampliar o banco de dados da entidade e manter um registro mais preciso do rebanho capixaba, possibilitando melhor elaboração e aplicação de políticas públicas na área agropecuária. Além do rebanho bovino e bubalino, estão atualizando informações sobre o número de equinos, suínos e aves, dentre outras espécies no Espírito Santo.

Fepsa

Até 10 de dezembro deste ano, todos os produtores rurais que possuem rebanho bovino e bubalino devem pagar a taxa do Fundo Emergencial de Promoção da Saúde Animal do Estado do Espírito Santo (Fepsa). A tarifa é obrigatória e serve como um seguro para o setor rural. “Em caso de perda no rebanho, se for comprovada a morte por febre aftosa, o produtor rural é ressarcido pelo sacrifício de todos os seus animais”, informa Neuzedino Alves.

A tarifa a ser paga por todos os produtores rurais que possuem bovinos ou bubalinos em seu rebanho é de R$ 0,10 por cabeça, referente ao total de animais existentes na ficha cadastral do Idaf. A taxa pode ser paga nos sindicatos rurais capixabas. Os municípios que não possuem sindicato rural deverão procurar o sindicato mais próximo.

O pecuarista que estiver em débito com o Fepsa, referente à etapa anterior da vacinação contra a febre aftosa, pagará, também, nesta etapa de vacinação, o valor das duas etapas.
 
As informações são da assessoria de imprensa da Faes - Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo.
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