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Hormônio sintético retarda floração de lírios

Estudo foi feito no Brasil


Foto: Pixabay

Um estudo realizado pelo Departamento de Produção Vegetal, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) utilizou a solução de pulsing (altas concentrações em um curto período de tempo) com hormônio sintético para retardar a abertura floral de lírios. De acordo com a mestranda Lorena Pierina Marcelino Cordeiro, objetivo do trabalho foi criar um protocolo de manuseio para o lírio, para que o produtor consiga aplicar ainda na fazenda e antes do transporte. 

“Quando conseguimos retardar a abertura floral, a flor mantém sua qualidade durante o tempo de transporte e armazenamento antes da venda. Esse é um período viável para o produtor e suficiente para que a planta absorva os elementos necessários para manter sua qualidade por mais tempo”, disse. 

A mestranda ainda testou períodos de refrigeração do lírio e concluiu que, ao aplicar o pulsing, a flor armazenada por 5 dias, a 5 graus Celsius, não sofreu injúrias pelo frio como amarelecimento de folhas e manchas na flor. “Atualmente, o lírio é conservado junto à rosa durante a comercialização, são transportados a 5 graus, o que geralmente é o indicado para flores de clima temperado, mas o lírio é mais sensível e pode perder sua qualidade durante o transporte”, explicou. 

“A cor do lírio é uma parte importante para a pesquisa e, como é comprovado que cada um enxerga a cor de uma maneira diferente, foi desenvolvido esse equipamento que mede a cor como se fosse uma coordenada em três dimensões. Ele me dá um parâmetro de luminosidade, cromaticidade e o ângulo de cor”, informou. 

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