Hortaliças terão selo de qualidade em Juiz de Fora/MG

Agronegócio

Hortaliças terão selo de qualidade em Juiz de Fora/MG

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Os produtores de hortaliças da Vila Almeida, um dos seis cinturões de produção de verduras e legumes de Juiz de Fora, deram, mais um passo para o início da operação da unidade de beneficiamento que está sendo montada na comunidade. A associação de produtores assinou convênio com o Banco do Brasil para o financiamento das máquinas necessárias para o corte, embalagem e selagem das mercadorias que sairão da horta e chegarão à mesa do consumidor já cortadas e prontas para o consumo, tendo o selo de qualidade fornecido pelo serviço de inspeção municipal.

O projeto tem o apoio da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento de Juiz de Fora e, depois de implantado, poderá servir de exemplo para outras comunidades produtoras da cidade. Os produtores foram beneficiados com financiamento do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar e vão receber R$ 36 mil para a compra dos equipamentos como câmera fria, centrífuga e balanças, além de possibilitar a aquisição de mobiliário para cozinha e a finalização da obra do galpão que vai abrigar a usina. A associação terá oito anos para pagar o financiamento, com juros de 5% ao ano, com dois anos de carência.

Na Vila Almeida são produzidas, semanalmente, 20 toneladas de legumes e verduras, em plantações que ocupam 16,4 hectares de terra. A usina vai receber toda a produção da vila, que envolve 161 famílias distribuídas em 45 áreas produtivas.

Até agora, as mulheres ajudavam os maridos com o trabalho de comercialização dos produtos nas feiras livres e mercados da região, mas com a unidade, terão que tomar conta do novo negócio. Segundo o presidente da associação, Edson Ramos da Silva, a expectativa é que o novo projeto triplique o valor das mercadorias.

Esposa de Edson, Patrícia de Almeida, é uma das quatro mulheres que vai tomar conta da unidade, e todas sabem que terão muito trabalho pela frente. A preocupação do grupo é colocar no mercado um produto com qualidade e diferente do que já é encontrado atualmente nas feiras e supermercados.
“O selo será a garantia que o consumidor terá de que nosso produto foi lavado e embalado dentro de todas as normas de higiene exigidas”, diz Sônia Barezzi de Almeida.

Para colocar a unidade em funcionamento, representantes da associação visitaram projetos semelhantes na Grande Belo Horizonte, se capacitaram na Universidade Federal de Viçosa, onde existe uma unidade de demonstração e cujo fluxo será utilizado na Vila.

As hortaliças serão colhidas, receberão uma primeira lavagem, e dentro da unidade, passarão por outros três processos de higienização, sendo, então, secadas, cortadas e embaladas.

A capacidade de processamento é de 400 quilos por dia, ou seja, cerca de 2.000 bandejas de 200 gramas de verduras e legumes serão repassadas ao consumidor todos os dias. A produção vai priorizar os 15 tipos preferidos pelos consumidores, como alface, brócolis e couve.

O secretário de Agropecuária e Abastecimento, Cláudio Nápolis Costa, afirma que o modelo de associativismo desenvolvido na Vila Almeida, por meio do programa Pró-Horta, é o primeiro de incentivo à produção familiar apoiado pela SAA, e abre portas para projetos similares. “A proposta é agregar valor ao produto final, garantindo qualidade nos alimentos produzidos e redução no tempo de preparo do consumidor final”, disse ele.


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