Agronegócio

IBGE prevê recuo de 17% na área destinada à soja no MT

Primeiro levantamento feito no Estado pelo órgão aponta perda de cerca de 1 milhão de hectares
Por: -Marianna Peres
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesse domingo (12-11) o primeiro prognóstico para a safra 06/07 no Mato Grosso, avaliando o comportamento das culturas temporárias, como soja e algodão, e das permanentes, como cana-de-açúcar e mandioca. Entre as temporárias a soja lidera a redução de área plantada. Segundo números apurados em outubro, o recuo será de 17,3% e de 11,8% na produção. Mato Grosso é o maior produtor nacional do grão.

Apesar do bom clima observado no prognóstico, o IBGE explica que a “acentuada redução de área” é resultado dos problemas de logística, pois muitos produtores demoraram para negociar os pacotes tecnológicos com as tradings e revendas e agora encontram dificuldades na disponibilidade dos insumos. “As áreas abandonadas pela soja poderão virar áreas para milho ou algodão e até mesmo serem destinadas ao arroz”. Endividamento e alta inadimplência freiam a nova safra mato-grossense. Em Sorriso (460 quilômetros ao Médio Norte de Cuiabá), maior produtor mundial de oleaginosa (600 mil/ha), o endividamento alcança 34% dos produtores, segundo o instituto.

Com este quadro, a sojicultura 06/07 de Mato Grosso, pelos números do IBGE, perde cerca de 1 milhão de hectares (ha), pois pelo prognóstico ao invés dos 5,80 milhões/ha da safra passada, somente 4,80 milhões/ha serão cobertos pela cultura.

Apesar dos números, a Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja/MT) e a Agência Rural (AgRural), que inicialmente acreditavam nesta redução, já observam que o aquecimento dos preços no mercado internacional e o bom regime de chuvas, deverão amenizar as expectativas e ao final, o Estado deverá contabilizar uma redução de área com a soja de cerca de 10% a 15%.

Outras culturas -- Enquanto a soja obtém a maior redução de área, o algodão -- que também oferece ao Estado o título de maior produtor nacional -- surge como a cultura da vez, com projeção de aumento de área de 36,7% e de produção de 38,9%, pois os produtores estão mais do que nunca atrás de variedades produtivas, como FMT 701, Campo Verde 2 e Campo Verde 5.

Para o IBGE, o incremento de área para o arroz não ficou visível, porém, há uma expectativa de aumento de área em torno de 2,6% e de produção de 10,2%.

Com relação ao milho, a sondagem do IBGE avaliou a intenção de plantio do cereal na primeira safra e prevê aumento de área de 4,5%. Vale ressaltar que é o milho segunda safra (cultivado a partir de fevereiro) que ocupa a maior porção de terra, por ser plantado em área já com a soja colhida, e o grão serve como uma segunda fonte de renda ao produtor dentro de um mesmo ciclo produtivo.

Entre as culturas permanentes chama à atenção a redução de 49% para o café em grão. Já a cana-de-açúcar deverá contabilizar expansão de 12,9% em hectares plantados.

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